5 de janeiro de 2018
“As mulheres não devem ter medo da menopausa”, diz endocrinologista sobre esta importante fase feminina

 

Temida, nebulosa, problemática. Para muitas mulheres, a chegada da fase da menopausa vem recheada de dúvidas, medos, ansiedade e alguns quilinhos a mais.

Para tentar minimizar as dúvidas e oferecer alguns esclarecimentos importantes, conversei com o médico endocrinologista Paulo Mário F. de Oliveira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em menopausa.

O endocrinologista Paulo Mário de Oliveira explica os principais sintomas e cuidados da menopausa

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    22 de abril de 2014

    Apesar de tão difundido e útil, o plástico tem uma conotação meio negativa e pobre.

    Na mobília ou decoração, parece descartável. Alimentos industrializados ou de microondas podem ter gosto plastificado para muitos. As flores são bregas ou artificiais demais…

    O lado descartável e artificial do produto parece ter sido “adotado” nas relações humanas. E alguns fatos, ligados ao tema, me chamaram a atenção nos últimos tempos.


    A artista americana Suzanne Heinstz, cansada de ouvir a tradicional pergunta “Por que não está casada” resolveu debochar da cobrança social e comprou, literalmente, uma família. Só que de plástico. Marido e filha, manequins, acompanham a fotógrafa em momentos do banais do cotidiano ou viagens pelo mundo.



    O projeto Life Once Removed (“Quase como a Vida, em tradução livre) lança uma crítica sobre as expectativas da sociedade em relação à vida das pessoas, em especial ao papel da mulher, que só pode ser feliz e plena se tiver o maridinho e os filhinhos ali no dia a dia. Mesmo que as relações sejam plastificadas, não importa…

     

    Oh my darling, Valentine…

     

    Há muito tempo o sexo também ganhou conotação plastificada, desde os seculares consolos aos modernos objetos siliconados, com textura e até pelos (argh). 


    Depois de leiloarem a virgindade de uma boneca inflável “quase-humana” no ano passado (arrematada por R$ 105 mil!!!! por um publicitário #ondeestemundovaiparar), os organizadores de uma feira erótica decidiram que Valentina (o nome da desvirginada boneca) ia interagir com o público pelo Whatsapp. Mais up-to-date impossível.


    Fico me perguntando: por que alguém pagaria R$ 105 mil para transar com uma boneca? Tudo bem que o encontro teve direito à suíte presidencial em motel, jantar à luz de velas (não tocado pela acompanhante), champanhe francês e banho com pétalas de rosas. Mas mesmo com tudo isto, R$ 105 mil????


    A Valentina tem lá suas qualidades. Versão top das feiosas bonecas infláveis, ela é feita de cyberskin, um tipo de material que imita a pele humana, tem dois orifícios (anal e vaginal com pelos), cabelo de verdade, 1,65 m. de altura e não exige preliminares.

    Mas pagar tão caro para ter o direito de tirar a virgindade da mulher artificial só pode ser uma vontade imensa de ter controle absoluto sobre o corpo do outro. Até aí, ela cumpre a função para a qual foi criada, ok. Mas falar com a boneca pelo whataspp já beira a loucura. Até porque não é a boneca que responde né? Dãããnnn!

    Até que o Tinder nos separe…


    Aí pensando em manequins-maridos, bonecas-desvirginadas, mensagens eletrônicas, tudo junto e misturado, não pude deixar de me lembrar do Tinder, o aplicativo febre-coqueluche do verão 2014 e que parece estar dando sinais de cansaço.

    Sim, porque o que surgiu como um geolocalizador de possíveis encontros, paqueras, namoros ou até casamentos para o público hetero (porque a versão gay já existia há muito tempo nos smartphones dos mais smarts), começou a fazer água, na minha opinião. 

    Me explico: para as pessoas normais, com trabalho e obrigações do dia a dia, administrar o número de Matches gerados por meses no aplicativo começa a ficar impossível. Um amigo, quando saiu do Tinder, tinha mais de 600 matches. Aí fica complicado lembrar quem é quem com tantas conversas e possibilidades abertas… 

    Dois: nos últimos tempos, o Tinder começou a ser invadido pelo “lado negro da força”. Mulheres já anunciam nas primeiras frases trocadas que cobram R$ 500 pelo encontro. Homens decidiram pular a fase da conquista e já expõem seus pênis na primeira ou segunda foto de apresentação. 

    Os fetichistas já apareceram também e colocam o que gostam de fazer na descrição de suas fotos. Tudo bem que o Tinder sempre teve uma forte conotação sexual, mas agora o negócio descambou de vez. Bye romantismo, paquera ou possibilidades.

    Como outras redes sociais, surgiu, cresceu, inchou e agora começa a espantar gente que não acha mais cool e divertido passar o tempo na fila do banco ou do supermercado dando X ou Coração nas fotos dos pretês! Aí dá pra entender porque muita gente quer mandar um whatsapp pra Valentina…

    Fotos: Reprodução

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