27 de outubro de 2011
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Em tempos de iPod e iPhone, YouTube, downloads, MP4 e digitalização musical, lembro com saudades do meu primeiro vinil. Ainda menina, ganhei “As Aventuras de Blitz” na década de 80, época ainda de governo militar e censura das artes – pra se ter uma ideia, as duas últimas faixas de um dos lados do disco vieram riscadas (!) pelo censor.    

Reprodução capa do Disco da Blitz
Muitos discos depois, com estilos musicais diferentes e conflitantes, artistas nacionais e internacionais, vinis  novos e comprados em sebos, riscados, perdidos, roubados, emprestados e atirados fora ( sim, eu já joguei discos pela janela) simplesmente eu abandonei o hábito de ouvir os bolachões e aderi à música digital.
A surpresa veio algumas semanas atrás, quando tive o prazer de escutar novamente um disco numa vitrola. Pode parecer piegas ou saudosista, mas é como se tivesse passado 20 anos escutando música com algodão nos ouvidos. Na verdade, ouvia música, mas não escutava. 
Reoprodução capa do disco O Inimitável 
Claro que a influência do artista pode ter um peso extra nesta minha avaliação positiva. Os vinis de começo de carreira do rei Roberto Carlos são capazes de amolecer o mais cascudo coração.  “O Inimitável”, “Em Ritmo de Aventura”, “Roberto Carlos 1971″ e”1972” trouxeram de volta a certeza de que música de vitrola é diferente. 
Aquela fração de segundos entre colocar a agulha no disco e esperar a faixa começar cria um frisson, um tesãozinho até da expectativa do que está por vir. E começa: são camadas e camadas de instrumentos, se interligando, ora sozinhos, ora em grupo. E a voz? Ah, a voz vem límpida, destacada, com toda a alma que o artista colocou no momento da gravação. Não fica chapada, misturada aos instrumentos, sem se destacar do conjunto como acontece com a múscia de computador. 
O digital popularizou e tornou possível o acesso a um vasto e amplo material musical. Alimenta hordas de ouvidos famintos com uma comida pasteurizada e sem gosto. Mas escutar e reescutar o mesmo disco dezenas, centenas de vezes como fazíamos na adolescência tem um sabor de comida de mãe.
Bjos saudosos da Chabuca.
PS: Vou comprar um toca-discos.
Neste domingo, 30 de outubro, tem feira do vinil na Vila Madalena.
Local: Armazém Piola:
Rua Aspicuelta, 547
Horário: das 11hs as 20hs! Entrada gratuita! Mais de 60 vendedores, colecionadores e lojas especializadas!

Vendas, trocas, compras…LPs importados, nacionais, raros, novos, usados, obscuros, compactos, dvds…

Cds importados, deluxe editions, box sets, singles raros…

(Leve dinheiro, pois a maioria dos vendedores não aceita cartões)

Organizacao: Locomotiva Discos
Informacoes: 3257 5938

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25 de outubro de 2011
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Divulgação/Reprodução
“Não se nasce mulher: torna-se”. A frase, uma das centenas da peça “Viver sem Tempos Mortos” , com Fernanda Montenegro interpretando a filósofa e feminista Simone de Beauvoir, ficou o final de semana todo martelando na minha cabeça .

No contexto do monólogo*, claro, o feminismo e o existencialismo da escritora dão a tônica. É conteúdo do livro O Segundo Sexo, uma revolução pra condição feminina no pós-guerra. Diz que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura.

Bem, mas não foi isso que ficou martelando na minha cabeça durante o final de semana…

Fiquei pensando quando uma mulher sente que se tornou mulher de verdade, com M maiúsculo.

Quando menstrua pela primeira vez?
Quando tem a primeira relação sexual?
Engravida:?
Dá a luz?
Amamenta?
Casa?
Ama?

Difícil definir porque pra cada uma há um momento especial, um turning point de feminilidade que é diferente para cada tipo de mulher.

Como cada uma constrói seu templo, como cada uma se torna mulher dando importância para um fator (ou vários) nesta construção são aspectos muito pessoais.     

Pra mim, por exemplo, cada uma das fases descritas acima foi um tijolinho pra contruir meu templo feminino. E estar prestes a fazer 40 anos é a argamassa desta construção…

Que cada uma pense nos seus aspectos individuais . E fecho meu post com outra frase de Simone de Beauvoir que me tocou: “Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca”.
Beijos da Chabuca.

*A peça está em cartaz no teatro Raul Cortez, em São Paulo.

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21 de outubro de 2011
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Divulgação
Lembro quando estreou a MTV. Outubro de 1990, o primeiro clipe foi da Marina (‘Garota de Ipanema’). Aquilo foi uma revolução para quem era jovenzinho e gostava de ouvir música, ou seja, eu e meus amigos. Clipe musical mesmo só no Fantástico, um por domingo. YouTube nem em sonhos! E a MTV surgia para dar a possibilidade de ver um montão de clipe durante o dia. Nossa, era bom demais!

Pois bem: ontem, 21 anos depois da estreia da MTV no Brasil, fui pela primeira vez a uma premiação/festa do VMB (Video Music Brasil). Noite fria, festa lotada, muita  bebida, várias pistas de dança, palco com show. Música por todos os lados.

Na cerimônia de premiação, canções e gente de quem nunca ouvi falar. Categorias divertidas como “Melhor Clipe com pessoas andando” e “Web Clipe” mostravam que os tempos mudaram , e muito, desde daquele primeiro clipe “Garota de Ipanema”, com seus efeitos simples ( mas espetaculares pra época). E eu aplaudindo tudo como uma meninota, com a mesma excitação dos idos de 90.

Pois bem, qual não foi minha surpresa, no meio de tantos adolescentes (a MTV resolveu liberar a entrada dos menores de 18 depois de protestos de fãs de bandas-que-não-sei-o-nome) quando vejo anunciarem o rapper Criolo (que eu adoro) acompanhado de Caetano Veloso (que eu venero) para cantarem “Não existe Amor em SP” ( que eu acho do grande caralh…)?

Não bastasse o sexagenário Caetano (que errou a letra da música – e daí?) dividir o palco com o inspirado trintão Criolo, vem na sequência a cinquentona Marina Lima (essa mesma, do primeiro clipe lá de 90) cantar junto com as jovens Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Nina Becker e Bárbara Eugênia  – todas acompanhadas do Edgar Scandurra, aquele mesmo da banda Ira, também dos anos 90. 
Muita gente que viu pela TV não gostou de tudo isto, criticou no Facebook, desligou a televisão e foi dormir. Mas acompanhando de perto o VMB dá pra dizer que tudo mudou pra continuar absolutamente igual. Ponto pra Eme-Te-Ve, como diz Caetano!       
  
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19 de outubro de 2011
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Todo mundo já ouviu falar no tal “poder das mãos”. A maioria absoluta, mais cética, considera isto uma absoluta bobagem. Mas eu resolvi acreditar que as mãos têm, sim, poder de cura depois de passar cinco dias com uma insuportável dor nas costas. Pela indicação de uma amiga, resolvi experimentar a técnica do Shiatsu Profundo com o massoterapeuta Daladiê. Ela disse que era tiro e queda. Ou deviria procurar um médico porque o negócio era grave!

Cheguei ao local (muito charmosinho e zen), tomei um chazinho e esperei minha vez. Expliquei para o Diê que as minhas costas estavam doendo muito há uns 4, 5 dias , do lado direito e que piorava na hora de dormir. Calmamente, ele me explicou que na primavera tudo desabrocha (!?) até as doenças que podiam estar ali incubadas. Fiquei pensando naquilo – e confesso que um monte de coisa desabrochou mesmo na “primavera”, boas e ruins. Ele explicou também que a técnica de shiatsu atinge a musculatura profunda através dos toques com os dedos. Achei interessante… (bocejo)…

Aí começou a “tortura”.

O Diê não tem mãos: tem verdadeiras pínças de metal, com dedos em forma de alicates. E a técnica ainda usa braços, cotovelos e pernas para dar maior pressão. A massagem começa sentada, pelo pescoço e cabeça, com os pés num recipiente de água quentinha. Só os pés não doem! Cada toque, cada ponto de pressão, dói absurdamente, mas quando ele tira a mão, o alívio é imediato.

O próximo passo é a massagem deitada na maca, com alinhamento de coluna (cruzes) e relaxamento dos pontos de tensão. Na hora de relaxar o ponto crítico da minha dor nas costas, juro que achei que fosse desmaiar. Depois, mais massagem nas pernas e braços, pescoço e cabeça, alinhamento sentada da coluna – parecia festa junina com tantos estalidos- e fim! Tive certeza que nuna mais sairia da maca, mas qual não foi a surpresa ao me levantar: estava mais alta, mais reta, com a postura melhor e SEM A DOR NAS COSTAS. Nada, nenhum pontinho doía e o alívio era geral. Agradeci e já marquei para voltar no próximo mês para continuar o tratamento (R$130,00 a hora). Estes japoneses sabem das coisas….

Bjos da Chabuca

PS: o Diê não é japonês.

* O Shiatsu é uma modalidade de terapia corporal que tem como essência o toque manual sobre a pele, com o objetivo de tratar ou prevenir doenças através do estímulo dos mecanismos de recuperação naturais do corpo.

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17 de outubro de 2011
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Demi Moore e Ashton Kutcher: felizes antes de aparecer uma de 22 anos
Basta abrir as revistas de celebridades ou sites de fofocas pra constatar que o Movimento Cougar é uma realidade. O termo Cougar surgiu nos EUA para definir mulheres bonitas, atraentes poderosas, famosas e…mais velhas que seus parceiros. Seja no mundo de Caras ou na vida real, o importante é que a tendência veio para ficar. Mas por que isto está acontecendo? Dá pra levantar algumas hipóteses:

1- Homens mais velhos não gostam de mulheres mais velhas. É a tal idade do Lobo , que troca uma de 40 por duas de 20…

2- Mulheres mais velhas não gostam de homens mais velhos. Num mundo de tecnologia, ginástica e cirurgias, as jovens senhoras têm se mantido em forma (ou tentando, pelo menos). E como a cobrança em relação ao sexo oposto é menor, são muitos os moçoilos de mais de 40 que ostentam uma bela barriga de cerveja e grandes entradas na testa sem nenhum problema. 
3- Homens mais jovens gostam de mulher, sejam elas jovens ou mais velhas. Nem precisa explicar a hipótese…
4- Mulheres mais jovens gostam de homens mais velhos e de mulher. Elas acham que os jovens são “bobocas” e não veem problema em se relacionar com uma amiga legal. 
5 – Todo mundo gosta de todo mundo. 
Agora, se mulher mais velha que o parceiro recebeu o nome de Cougar, homens que preferem as mais experientes podem ser chamado do que? Smart?  

        

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