3 de dezembro de 2011
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É quarta-feira, dia 07, o dia D.

Ou “o dia que justifica a criação deste blog”, mais conhecido como o meu aniversário de 40 anos.
A correria agora é pra organizar uma festinha para a família e amigos mais próximos dividirem comigo o turning point da maturidade (rss).

Adoro festas, mas detesto organizá-las pelo simples fato de que sofro de ansiedade. Sempre acho que ninguém virá, ou que vai faltar comida e bebida, ou sobrar muita coisa..E os amigos vegetarianos? E quem tem criança? Acho que a música não vai agradar todo mundo, ou o tempo não vai ajudar, ou mesmo que a luz pode acabar no dia. E aquele meteoro sem lugar definido pra cair? “Vai que”…no melhor estilo comercial do Bradesco… Pé-de-pato-mangalô-três-vezes!

Tenho dormido mal estes dias. Acordado no meio da noite pensando em recheio de bolo ou como servir caldinho de feijão. Qual a proporção do drinque Aperol Spritz? Caipirinha de mexerica tem saída? A Zona do Euro se desmantelando e eu preocupada com vestido, unha e cabelo.

Lembro quando fiz minha festinha de 18 anos , na casa dos meus pais.

Eu nunca dava festas ( já tinha as mesmas inseguranças descritas acima)  e resolvi chamar uns amigos ( com a mesma ansiedade de que ninguém apareceria para cortar o bolo comigo). A lembrança é vaga, mas algumas fotos ajudam a recordar o que foi a festa. A mais emblemática mostra pessoas no banheiro conversando porque a casa estava lotadaaaa!

Ao contrário de muita gente que vai tendo menos amigos com o passar dos anos, só posso agradecer à soma proveniente de todos os lugares onde trabalhei e estudei. Sem contar  aqueles que entraram na minha história meio por acaso.

E que os amigos compareçam à festinha dos 40. Ninguém vai fotografar o banheiro desta vez…

Bjos da Chabuca

Foto: Reprodução

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1 de dezembro de 2011
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Nao é a primeira vez que me surpreendo com o nível de retoques das fotos da Suzana Vieira. Mas estas imagens abaixo mostram que o exagero adquiriu nível máximo neste último editorial de revista.

Se fosse verdade o que vemos nas fotos, só há uma explicação: Suzana guarda no sotão um retrato que envelhece no lugar dela, no melhor estilo Dorian Gray de Oscar Wilde.

Mas como sabemos que este tipo de coisa não acontece na vida real, só podemos nos sentir enganados por vermos a imagem de um corpo desvinculado de uma cabeça. Uma espécie de Frankenstein da estética ilusória.

Pra uma senhora de quase 70 anos, Suzana está maravilhosa: tem um marido 40 anos mais jovem (ela é Cougar*), um rosto bonito, uma cabeça jovial, trabalho, amigos, dinheiro, carisma.

Será que precisa de um falso corpo de manequim, com pele artificial para se sentir melhor? E os profissionais que fizeram este “transplante de cabeça”? Não poderiam ter um pouco mais de bom senso?
Acredito até que este tipo de foto atraia a curiosidade dos leitores, mais pela bizarrice do que pela beleza…

Tirar imperfeições, manchas, estrias, celulite, diminuir o umbigo, o lóbulo da orelha, disfarçar com maquiagem, pancake, ok, é perfeitamente normal no mundo editorial. Não existe foto sem photoshop!

O que deve ser questionado é o exagero e o que isto produz na mente das pessoas “normais”, que saem nas suas fotos de aniversário, casamento ou encontro com amigos com suas rugas, manchas, brilho na testa e marcas de expressão, banhas na cintura e celulite nos joelhos.

Este tipo de foto hiper retocada faz com que as donas de casa , que saem com suas próprias cabeças e corpos nas fotos, invadam as clínicas de cirugia plástica porque não se conformam que a “Suzana Vieira de 70 anos está inteirona”. E ela, com 30 anos a menos não segura uma capa de revista…

A verdadeira seguraria?

Bjos da Chabuca

*Cougar: mulheres bonitas, charmosas e mais velhas que têm parcerios mais jovens. Escrevi um post sobre isto…

Foto: Reprodução

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25 de novembro de 2011
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Já fui criticada pelo tom conciliador do meu blog. Disseram até que iam lançar o “verdadeiro blog de Andrea Martins”, com as minhas “verdadeiras” e “bombásticas” opiniões. Pois bem, hoje decidi mudar o tom e em vez de “crise dos 40” vou falar da “crise de valores” que assola a sociedade como um todo, mas em especial, os paulistanos.

Novos ricos, quatrocentões falidos, membros da classe média emergente ou pobres metidos acham chique, bacana, cool, pagar caro. Porque nada justifica os preços que são praticados em São Paulo a não ser uma massa ignorante que concorda em pagar preços abusivos por artigos que não valem nem 1/4 do que é pedido por eles.

Restaurantes por exemplo. É mais caro comer em SP do que em muitas capitais da Europa e cidades norte-americanas. Paulistano acha normal pagar mais de 70 reais por um bife a milanesa nos Jardins, mais de 30 reais por um hambúrguer, cobrarem a pizza pela metade mais cara, 10 reais um cafézinho. O Marcelo Duarte, colunista da Band News , tem ótimas críticas sobre o tema. Os restaurantes alegam que a concorrência é maior atualmente e que a matéria-prima ficou mais caro. Acho mentira. Acredito que a falsa sensação de enriquecimento da sociedade deu a impressão que os preços podiam subir o quanto quisessem pois os “otários” pagariam. E pagam!    

Shows: por que aqui o ingresso do show do Pink Floyd custa até 900 reais e se esgota rapidamente? Por que aqui o público paga o que pedem por qualquer show, de qualquer grupo ou artista – 300, 500 reais – e todo mundo acha normal???

Por que o paulistano paga 150 reais para estacionar o carro nos arredores do Morumbi em dia de show e a polícia não faz nada com quem extorque a população?

Se colocarem o ingresso do U2 a 1.500 reais no Morumbi vai esgotar. A 2 mil vai esgotar…Qualquer show do Coldplay não passa de 200 REAIS  nas cidades europeias.

Aqui pagamos o que pedem e ninguém questiona nada!

Boicote neles! Shows, restaurantes, hamburguerias, pizzarias. É difícil, mas se todo mundo boicotar ou pelo menos questionar já é um começo.
 
Olha isso: acabo de receber um release de uma pousada na Bahia que está cobrando R$ 12.850,00 por estadia de cinco dias no final de ano. Como assim? Depois que as praias da Bahia ficaram infestadas de paulistas, que pagam o que pedem, os preços triplicaram, quintuplicaram, sei lá. A pousada deve ser legal, concordo, mas 13 paus pra ir pra Bahia já é demais, né?

Sou paulista, paulistana, mas fico p…da vida com esta atitude otária dos consumidores da minha cidade.

Vamos acordar. Não quero preço baixo. Quero preço justo.

Black Friday neles ( mas a verdadeira, com descontos reais. Não a falsa vantagem que estão dando em muitos lugares por aqui…vamos abrir o olho!).
Fui!
Fotos: Reprodução

 

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22 de novembro de 2011
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Recebi a seguinte notícia: Marisa Monte fala ao vivo com seus fãs pelo Google+
A cantora será a primeira brasileira a fazer um Hangout no Ar com internautas no dia 23 de novembro,  quarta-feira, às 20h. Não sei o que é, mas achei fino! Pra se ter uma ideia, já fizeram Hangouts no Ar celebridades como will.i.am, Dalai Lama e Desmond Tutu. 

Pelo que entendi, o recurso permite a qualquer usuário do G+ iniciar um chat por som e vídeo com diversas pessoas ao mesmo tempo.  Para participar, os fãs podem deixar suas perguntas nesta página, usando a hashtag #MarisanoGoogle+, e no dia do evento, é só entrar na página da cantora do Google+. Difícil, né?

Contei tudo isso pra dizer que sempre admirei Marisa Monte, apesar dela ter uns deslizes  no “currículo”, como dar o nome de Mano Vladimir para o próprio filho.

A cantora, descoberta por Nelson Motta, estourou na década de 90 com Bem que Se Quis, música-chiclete que grudava no ouvido e na cabeça da gente, com sua letra romântica adaptada de uma canção italiana. O Brasil inteiro ficou ligado naquela moça de nariz grande, cabelo volumoso e um gritante batom vermelho.

Reprodução

Depois vieram dezenas de sucessos. Lembro de cabeça de Beija Eu, Ainda Lembro, Diariamente, Não Vá Embora, Infinito Particular…Teve Marisa cantando Cartola (“Tu és/ divina e graciosa/ estátua majestosa” …). Teve até a breguinha Amor I Love You, que ganhou charme depois que deixou de tocar exaustivamente nas rádios. Teve ainda a fase Tribalista, execrada por alguns, mas gostosa de cantarolar. “Já sei namorar, já sei beijar de língua…” foi o hit do Reveillon 2002.

Não ouvi ainda o novo CD de Marisa Monte. Parece que já está disponível no site da cantora. Assim como Chico, Marisa se rendeu à tecnologia e à necessidade de sobreviver aos novos tempos. Tempos em que uma nova cantora talentosa não estreia mais com 500 mil cópias vendidas e nem sequer fica conhecida. Perde-se no turbilhão de novos talentos promissores que a internet traz e leva com a velocidade de um clique. Ainda bem que Marisa Monte surgiu nos tempos pré-Google para poder ficar conhecida…

Bjos da Chabuca.
PS: Adoro Não é Proibido. 
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16 de novembro de 2011
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Tenho muitas amigas que se orgulham de não saber fritar um ovo. Passar um café, então, é considerado quase uma ofensa ao movimento de igualdade de direitos. “Meu Deus, imagina que EU sei fazer café”. Nós mulheres aprendemos a pílotar máquinas complexas, como computadores (?!), carros de corrida, helicópteros, trens de Metrô. Voltei da Franca no dia 11 de setembro, dez anos do ataque às Torres Gêmeas e o dia mais tenso do ano para a aviação mundial, em um Boeing pilotado por uma comandante francesa. Um voo tranquilo, tranquilo…

Cursamos Engenharia Molecular ou Biomecânica, Processamento de Dados, Nanotecnolgia. Somos jardineiras, taxistas, pilotos de caça, carcereiras. Fazemos tudo isso com esmalte nas unhas, batom nos lábios, ou cólica, mas desaprendemos a cozinhar. Ou melhor, nem aprendemos…Perdemos a capacidade de misturar ingredientes simples e transformá-los em pratos deliciosos para a família ou amigos.

Como se o fato de saber cozinhar tirasse do currículo os diplomas e anos de mercado de trabalho. As conquistas fora do lar, a liberdade de opinar e de ganhar mais do que os homens. Cozinhar, para as mulheres, virou coisa de mulherzinha! 

                                                    “Você sabe fazer arroz e feijão?”
Fiquei pensando nisso quando liguei para uma amiga e soube, pela empregada, que ela estava fazendo um curso noturno. Cerâmica? Meditação Chinesa? Pilates para Principiantes? Não! Culinária. Hum, já imaginei receitas de risotos italianos, molhos sofisticados, sobremesas finas. Que nada. Era um curso básico para aprender a fazer Arroz e Feijão! “Como alguém casado há 8 anos, com dois filhos, não sabe fazer arroz e feijão?”, me perguntei mentalmente. Pois ela não sabia e resolveu aprender.

Não sei se aprendeu e está praticando em casa, ou continua apostando nos dotes culinários da empregada ou do delivery da esquina. Contei esta história para outra amiga, também casada e mãe de dois filhos, que respondeu: “Eu também não sei fazer”. Outro susto.

Só sei que nesta corrida maluca pelo mercado de trabalho, deixamos pra trás o interesse pela cozinha , numa espécie de negação da tripla jornada. Mas cozinhar é tão bom, pra quem faz e pra quem recebe um prato preparado com carinho, que os homens, espertinhos que são, logo pegaram pra eles esta lacuna da vida doméstica , principalmente nos finais de semana.

Dá gosto de ver a carinha de satisfação dos marmanjos ao servirem pratos simples, mas bem preparados para amigos e familiares, como se fossem os quitutes mais sofisticados de um bistrô parisiense. Uma simples farofa de banana ou um peixinho assado com um fio de azeite, sal e pimenta do reino, viram iguarias finas dignas de aplausos no final da degustação, ops, almoço. 
Nesta tal revolução feminina, perdemos os aplausos da cozinha e não ganhamos todas as salvas de palma que gostaríamos de ter recebido do lado de fora do lar. Vale pensar…Bjos da Chabuca.
PS: Eu sei fazer arroz e feijão! Mas apelo para o delivery quando o bicho pega em casa…
    

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