2 de janeiro de 2012
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Reveillon é sempre a mesma coisa: na virada do ano, na hora da contagem regressiva quando o relógio dá as dozes badaladas (ainda existe isso?) muita gente comemora a data beijando seu par. Juras de amor, carinhos, risadas apaixonadas fazem parte do ritual de passagem de um ano para outro. Basta ver a ação que a Nivea fez em Nova York , distribuindo cartolas com a frase Preparado para ser Beijado, em plena Times Square. Achei o máximo!
E quem está sozinho – seja solteiro mesmo, desacompanhado, largado ou curando uma dor de cotovelo “braba” – sempre mentaliza um novo amor no ano novo.
Pois bem, estava eu pensando nisto tudo, depois de ouvir no rádio o meu mestre João Gilberto cantando lindamente Wave (Fundamental é mesmo o amor/É impossível ser feliz sozinho…) quando abro um dos 900 emails do trabalho não lidos e vejo uma pesquisa feita pelo site de relacionamento eHarmony.

O estudo feito com 120 mil pessoas que querem achar a sua tampa da panela traz dados curiosos e revela as diferenças e semelhanças dos solitários em vários estados brasileiros. Os usuários listam, em ordem de importância, as dez qualidades que consideram mais indispensáveis e os dez defeitos mais intoleráveis em um potencial namoro. Resultado?

– As mulheres nordestinas incluem a preguiça como uma das características mais intoleráveis no sexo oposto;

No sul do Brasil, os homens não querem se relacionar com mulheres arrogantes ou excessivamente vaidosas;– Para homens e mulheres de todo País a mentira é um dos hábitos mais desprezíveis, seguida por traição e falta de higiene.

– Em quase todos os estados da região Nordeste, os homens consideram a lealdade mais importante do que a paixão.

– Todos os brasileiros concordam que a química é um dos fatores mais indispensáveis em um relacionamento.

As mulheres do Sudeste sabem muito bem o que querem. O homem ideal tem que ter responsabilidade financeira. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo essa é segunda característica mais indispensável, só fica atrás da química.

Olhando estas conclusões, tirei as minhas:

– Em São Paulo a mulherada quer cara com grana! E como o número de homens ricos é menor do que o número de mulheres solteiras, sempre rola aquela história de que “tá faltando homem no mercado”. Pelo visto, “tá faltando” homem rico no mercado.

– Voltei da Bahia semana passada e garanto que é IMPOSSÍVEL não ter preguiça com aquele calor.

– No Sul, mulher vaidosa não tem vez. Não entendi. Querem mulher largada, sem maquiagem, sapato baixo, unha feia?      

– Colocar Lealdade na frente de Paixão é pedir pra ter um relacionamento morno.

– Química realmente é FUNDAMENTAL. Aliás, dispensa basicamente todas as outras características.

Só digo uma coisinha para quem procura um amor em 2012: se você encontrar alguém e rolar química, parabéns, você tirou o bilhete premiado. Mesmo que ele (ou ela) seja preguiçoso, pobre, meio sujinho e até conte uma mentirinha boba vez ou outra. Em 2012, ame e seja feliz!

Feliz Ano Novo e beijos da Chabuca

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27 de dezembro de 2011
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Fiz 40 anos e parece que tirei um peso das costas. A inevitabilidade conforma, de alguma forma. Não tenho do que reclamar ultimamente: tive uma deliciosa festa de aniversário, rodeada de amigos e da família, tirei férias, fui pra Bahia e me esbaldei com a tríade praia-piscina-restaurantes. Vale lembrar que os dois primeiros definitivamente não combinam com o terceiro.

O idade traz sabedoria, alguns fios brancos e odiosos quilinhos a mais. Pra ser sincera, ultimamente tenho me preocupado com o peso. Da garota boa de garfo que sempre fui, capaz de bater pratadas pedreirísticas nas mais diversas culinárias – da tradicional mineira à gordurosa chinesa, passando pelas delícias da perfumada italiana e da “fadística” portuguesa- transformei-me, nos últimos tempos, em uma veterana contadora de calorias. Penso duas vezes antes de comer qualquer coisa. E imagina conciliar isto com modorrentas férias na Bahia e suas deliciosas tapiocas e moquecas…Stress, meu rei, stress…

Pois bem: voltei de viagem e do Natal decidida a perder peso. Não quero ser “gordelícia”, quero ser magra.

Coloquei como determinação para 2012 perder 5 quilos e lutar contra a diminuição natural do metabolismo que a idade traz.Voltei a comer direitinho, ou seja, comida caseira e não aquelas orgias gastronômicas de resort baiano. Comprei um kit Detox, composto por chá de 30 ervas, chá de 37 ervas ( não consegui saber quais são as tais sete ervas a mais), farinha de linhaça, ração humana e Caralumma. Este último encomendei pela internet e chega em seis duas úteis. Cheguei a mandar um email para a loja de produtos naturais, tamanha minha ansiedade. Dizem que foi o que secou Ivete Sangalo, meu rei…

Já voltei pra academia e nas resoluções de Ano Novo vou colocar também alguns “detonadores” de pneus:
– abolir o elevador. Vou subir e descer os três andates do meu prédio e do trabalho sempre a pé. Mesmo -quando estiver de ressaca.
-trocar o chopp por vinho branco (quando tiver vinho branco razoável no estabelecimento).
– dar apenas UMA escapada por dia durante a semana ( hoje já dei a minha: comi um pedaço de bolo de Natal depois do almoço).
– academia 3 vezes por semana ( sem pular exercícios da série de musculação).
– andar mais a pé.

Mas também vou parar de ler o cardápio das atrizes nas revistas de boa forma – e de acreditar neles. E me irritar com eles. Eu tenho certeza que é impossível sobreviver comendo o que elas dizem que comem por mais de 15 dias (e sem tomar “remedinhos” que enlouquecem, entenda-se bem).

As últimas pérolas que li em revistas de saúde e de fofocas:

“Deborah Secco passou a comer seis latas de atum por dia pra ganhar musculatura na novala Insensato Coração”.

“Claudia Leite leva marmita de frango, salada e arroz integral pra comer durante entrevistas”.
“Angélica não come mais chocolate”
“Madonna faz dieta macrobiótica baseada em yin e yang”.

Dá pra acreditar que é verdade, que seguem mesmo o cardápio que divulgam e não dão escorregadas que nós, simples mortais, damos? Ou é marketing?

Fui!
(Vou tomar meu chá de 37 ervas. Um litro por dia. Amargo que só. Vou postando aqui os resultados – ou falta deles).

Bjos da Chabuca

Fotos: Reprodução

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15 de dezembro de 2011
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Quem tem mais de 35 anos passou muitas tardes chuvosas da infância e adolescência comendo brigadeiro de colher (ou pipoca) e vendo (ou revendo) “Curtindo a Vida Adoidado” na TV. O sonho de todo teen da década de 80 era ser como o “malandrusco” fofo Ferris Bueller (interpretado pelo imberbe Mathew Broderick), que acompanhado da namorada e do melhor amigo, tira um dia de folga para fazer, simplesmente, coisas legais.

Claro que no filme tudo ganha um status de glamour, com direito à Ferrari vermelha, desfile em carro alegórico e casa com piscina. E o melhor de tudo para a idade: enganando o diretor da escola, os pais e driblando a inveja da irmã feiosa e nariguda (aquela atriz de Dirty Dancing, sem nenhum carisma).

Revi esta semana o filme, originalmente chamado Ferris Bueller’s Day Off (e que em Portugal ganhou o divertido nome de O Rei dos Gazeteiros), e fiquei pensando qual seria o meu dia de Ferris Bueller.
Dá pra listar algumas “coisas legais” para fazer em um merecido Day Off:
1- Brunch na DeLiParis, sem culpa de atacar a mesa de crepes doces e macarrons. 
2- Voltinha pelas lojinhas da Vila para fazer a digestão e comprar uma ou outra “coisinha” boba.
3- Lavar o cabelo no salão, fazer manicure e pintar a unha com esmalte importado, que dura 7 dias sem descascar.
4- Massagem, de qualquer tipo.
5- Visitar um lugar tradicional da cidade, mas onde nunca fui. Ex.: Mirante do prédio do Banespa.
6- Alugar uma scooter.
7- Almoçar num restaurante exótico.
8- Dormir à tarde.
9- Acordar com um Aperol Spritz e tomar o solzinho do final de tarde. 
10- Namorar.  
   
Ou seja, dá pra ter um dia de Ferris Bueller sempre que quiser. Basta ter tempo e vontade de curtir a vida…um pouquinho que seja.
E o melhor: sem precisar enganar ninguém!
Bjos da Chabuca

PS: a trilha do filme era tãoooo legal…fica a música do diretor todo ferrado voltando pra casa no final…

  
        
Fotos: Reprodução
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8 de dezembro de 2011
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Agora é definitivo: fiz 40 anos ontem, dia 07 de dezembro.
A data me deu um certo alívio ( ufa, chegou afinal) e uma razão para este blog existir. 
Ganhei dezenas de “parabéns” virtuais pelo “Caralivro” e alguns telefonemas dos amigos mais tradicionais – engraçado que aqueles que ligaram foram justamente os mais velhos, que preferem o calor de ouvir a voz do outro lado da linha a um “Like” na minha página.
Comi bolo na redação, com direito a “Parabéns pra você” no meio da tarde, ganhei presentinho comprado em grupo e um monte de abraços e beijos dos colegas. Recebi o carinho da mãe, do filho e do namorado. Saí pra jantar e dei boas risadas. Acordei hoje com o mesmo rosto e corpo, sem nenhuma ruga ou cabelo branco a mais e com uma certeza: ninguém pode mais me chamar de balzaca. 
Viu como tudo na vida tem seu lado bom?
Beijos da Chabuca
  
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3 de dezembro de 2011
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É quarta-feira, dia 07, o dia D.

Ou “o dia que justifica a criação deste blog”, mais conhecido como o meu aniversário de 40 anos.
A correria agora é pra organizar uma festinha para a família e amigos mais próximos dividirem comigo o turning point da maturidade (rss).

Adoro festas, mas detesto organizá-las pelo simples fato de que sofro de ansiedade. Sempre acho que ninguém virá, ou que vai faltar comida e bebida, ou sobrar muita coisa..E os amigos vegetarianos? E quem tem criança? Acho que a música não vai agradar todo mundo, ou o tempo não vai ajudar, ou mesmo que a luz pode acabar no dia. E aquele meteoro sem lugar definido pra cair? “Vai que”…no melhor estilo comercial do Bradesco… Pé-de-pato-mangalô-três-vezes!

Tenho dormido mal estes dias. Acordado no meio da noite pensando em recheio de bolo ou como servir caldinho de feijão. Qual a proporção do drinque Aperol Spritz? Caipirinha de mexerica tem saída? A Zona do Euro se desmantelando e eu preocupada com vestido, unha e cabelo.

Lembro quando fiz minha festinha de 18 anos , na casa dos meus pais.

Eu nunca dava festas ( já tinha as mesmas inseguranças descritas acima)  e resolvi chamar uns amigos ( com a mesma ansiedade de que ninguém apareceria para cortar o bolo comigo). A lembrança é vaga, mas algumas fotos ajudam a recordar o que foi a festa. A mais emblemática mostra pessoas no banheiro conversando porque a casa estava lotadaaaa!

Ao contrário de muita gente que vai tendo menos amigos com o passar dos anos, só posso agradecer à soma proveniente de todos os lugares onde trabalhei e estudei. Sem contar  aqueles que entraram na minha história meio por acaso.

E que os amigos compareçam à festinha dos 40. Ninguém vai fotografar o banheiro desta vez…

Bjos da Chabuca

Foto: Reprodução

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