22 de novembro de 2011
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Recebi a seguinte notícia: Marisa Monte fala ao vivo com seus fãs pelo Google+
A cantora será a primeira brasileira a fazer um Hangout no Ar com internautas no dia 23 de novembro,  quarta-feira, às 20h. Não sei o que é, mas achei fino! Pra se ter uma ideia, já fizeram Hangouts no Ar celebridades como will.i.am, Dalai Lama e Desmond Tutu. 

Pelo que entendi, o recurso permite a qualquer usuário do G+ iniciar um chat por som e vídeo com diversas pessoas ao mesmo tempo.  Para participar, os fãs podem deixar suas perguntas nesta página, usando a hashtag #MarisanoGoogle+, e no dia do evento, é só entrar na página da cantora do Google+. Difícil, né?

Contei tudo isso pra dizer que sempre admirei Marisa Monte, apesar dela ter uns deslizes  no “currículo”, como dar o nome de Mano Vladimir para o próprio filho.

A cantora, descoberta por Nelson Motta, estourou na década de 90 com Bem que Se Quis, música-chiclete que grudava no ouvido e na cabeça da gente, com sua letra romântica adaptada de uma canção italiana. O Brasil inteiro ficou ligado naquela moça de nariz grande, cabelo volumoso e um gritante batom vermelho.

Reprodução

Depois vieram dezenas de sucessos. Lembro de cabeça de Beija Eu, Ainda Lembro, Diariamente, Não Vá Embora, Infinito Particular…Teve Marisa cantando Cartola (“Tu és/ divina e graciosa/ estátua majestosa” …). Teve até a breguinha Amor I Love You, que ganhou charme depois que deixou de tocar exaustivamente nas rádios. Teve ainda a fase Tribalista, execrada por alguns, mas gostosa de cantarolar. “Já sei namorar, já sei beijar de língua…” foi o hit do Reveillon 2002.

Não ouvi ainda o novo CD de Marisa Monte. Parece que já está disponível no site da cantora. Assim como Chico, Marisa se rendeu à tecnologia e à necessidade de sobreviver aos novos tempos. Tempos em que uma nova cantora talentosa não estreia mais com 500 mil cópias vendidas e nem sequer fica conhecida. Perde-se no turbilhão de novos talentos promissores que a internet traz e leva com a velocidade de um clique. Ainda bem que Marisa Monte surgiu nos tempos pré-Google para poder ficar conhecida…

Bjos da Chabuca.
PS: Adoro Não é Proibido. 
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16 de novembro de 2011
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Tenho muitas amigas que se orgulham de não saber fritar um ovo. Passar um café, então, é considerado quase uma ofensa ao movimento de igualdade de direitos. “Meu Deus, imagina que EU sei fazer café”. Nós mulheres aprendemos a pílotar máquinas complexas, como computadores (?!), carros de corrida, helicópteros, trens de Metrô. Voltei da Franca no dia 11 de setembro, dez anos do ataque às Torres Gêmeas e o dia mais tenso do ano para a aviação mundial, em um Boeing pilotado por uma comandante francesa. Um voo tranquilo, tranquilo…

Cursamos Engenharia Molecular ou Biomecânica, Processamento de Dados, Nanotecnolgia. Somos jardineiras, taxistas, pilotos de caça, carcereiras. Fazemos tudo isso com esmalte nas unhas, batom nos lábios, ou cólica, mas desaprendemos a cozinhar. Ou melhor, nem aprendemos…Perdemos a capacidade de misturar ingredientes simples e transformá-los em pratos deliciosos para a família ou amigos.

Como se o fato de saber cozinhar tirasse do currículo os diplomas e anos de mercado de trabalho. As conquistas fora do lar, a liberdade de opinar e de ganhar mais do que os homens. Cozinhar, para as mulheres, virou coisa de mulherzinha! 

                                                    “Você sabe fazer arroz e feijão?”
Fiquei pensando nisso quando liguei para uma amiga e soube, pela empregada, que ela estava fazendo um curso noturno. Cerâmica? Meditação Chinesa? Pilates para Principiantes? Não! Culinária. Hum, já imaginei receitas de risotos italianos, molhos sofisticados, sobremesas finas. Que nada. Era um curso básico para aprender a fazer Arroz e Feijão! “Como alguém casado há 8 anos, com dois filhos, não sabe fazer arroz e feijão?”, me perguntei mentalmente. Pois ela não sabia e resolveu aprender.

Não sei se aprendeu e está praticando em casa, ou continua apostando nos dotes culinários da empregada ou do delivery da esquina. Contei esta história para outra amiga, também casada e mãe de dois filhos, que respondeu: “Eu também não sei fazer”. Outro susto.

Só sei que nesta corrida maluca pelo mercado de trabalho, deixamos pra trás o interesse pela cozinha , numa espécie de negação da tripla jornada. Mas cozinhar é tão bom, pra quem faz e pra quem recebe um prato preparado com carinho, que os homens, espertinhos que são, logo pegaram pra eles esta lacuna da vida doméstica , principalmente nos finais de semana.

Dá gosto de ver a carinha de satisfação dos marmanjos ao servirem pratos simples, mas bem preparados para amigos e familiares, como se fossem os quitutes mais sofisticados de um bistrô parisiense. Uma simples farofa de banana ou um peixinho assado com um fio de azeite, sal e pimenta do reino, viram iguarias finas dignas de aplausos no final da degustação, ops, almoço. 
Nesta tal revolução feminina, perdemos os aplausos da cozinha e não ganhamos todas as salvas de palma que gostaríamos de ter recebido do lado de fora do lar. Vale pensar…Bjos da Chabuca.
PS: Eu sei fazer arroz e feijão! Mas apelo para o delivery quando o bicho pega em casa…
    

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14 de novembro de 2011
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Quem frequentou as baladas dos anos 80 sabe o furor uterino que os primeiros acordes dos hits do Duran Duran causavam nas teenagers. Pra começar, todo mundo dançava músicas que tinham LETRA – e rolava uma certa dublagem-encenação dos video clipes mais famosos na pista de dança. Casas como Latitude 2001, Up and Down, Roof, QG e Shampoo sacudiam ao som de A View to a Kill, trilha do menos charmoso dos 007, Roger Moore.

Entrava Notorius ( No, no , notorius…pam-pam-pam…notorius!notorius!) e a gritaria se instalava. Impossível ficar parado! Hungry like the Wolf? Delicioso, fantástico, espetacular! Sem contar que os integrantes do grupo eram os “bonitinhos do rock”, o Fab Five da década perdida, eram estilosos e tinham cortes de cabelo modernos (pra época). Ditavam moda e tinham uma legião de fãs adolescentes enlouquecidas,  com seus pôsteres no quarto ou no encarte duplo da revista Capricho.

Reprodução revista Rolling Stone

Pois bem, décadas depois de ter sacudido os quadris, pernas e braços ao som de Duran Duran, pude ver de perto a performance ao vivo dos jovens senhores no palco Energia do SWU. Mas antes de contar o que foi o espetáculo da banda britânica, uma rápida consideração sobre a segunda noite do festival de sustentabilidade. Cheguei no meio do show do Ultraje a Rigor, sem saber que o pau já tinha comido no palco ( saiba mais aqui). Como ganhei um convite vip de uma amiga bem relacionada, pude  acompanhar os shows do camarote sem correr o risco de me molhar ( a chuva tinha castigado os acampantes na tarde do domingo). Como a sorte ou a força do Cacique Cobra Coral me protegem ( se não conhece o cacique, busque no Google e se surpreenda com o poder xamânico da entidade) não precisei vestir minha capa de chuva comprada por R$5 na estrada para acompanhar os shows.

Minhas amigas, que eram adolescentes na década de 80, mantiveram a paixão teen pelo grupo e  resolveram não arredar o pé da frente do palco, para verem de perto as gotículas de suor na testa de Simon Le Bon. Eu optei pelo chopp gelado e canapés da área Vip, com vista geral do palco. Marcado para 19:35, o show do Duran Duran teve de esperar a apresentação de Chris Cornell, que de viola em punho e sem a banda Soundgarden, fez uma espécie de show de barzinho – só que o púiblico não teve a vantagem de “estar no barzinho”, ou seja, com bebidinha gelada, sentadinho e batendo um papo descontraído. Agradeci ter optado pelo lounge e o choppinho gelado.

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Fim da apresentação de Mister Cornell (ufa) e sua viola chegou a tão esperada hora, mais de 90 minutos de atraso e 20 anos depois das baladinhas da Up&Down, de ver de perto os cinco lindos (?!) do Duran Duran. O tempo, cruel para todos , famosos ou anônimos, fez seus estragos na silhueta e perfil de Mr. Le Bon, mas não tirou o carisma e talento do vocalista. Simpático, ele desceu do palco duas vezes para interagir com os fãs. Foi ovacionado.

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De longe dava para ver que o miolo em frente ao palco, formado por uma legião de trintões e quarentões animados, se destacava do resto do público, que curtia o show do DD de maneira mais contida. Vi um ou outro adolescente de braços cruzados, uma leva grande andando de lá pra cá ( quem sabe procurando o show da banda Hole, da sra. Kurt Cobain -dizem que Courtney Love até mostrou os seios. Ainda bem que perdi a cena tão “rock in roll”). Mas o núcleo duro dos fãs eternos do Duran Duran não arredou o pé da frente do palco. Os fãs confirmaram que a banda continua boa , divertida, fazendo som bom e divertindo a galera. Como já fazia há mais de 25 anos.

Fim de show, 10 minutos dando uma olhada no show chatéssimo de Peter Gabriel, hora de pegar a estrada e deixar pra lá as guitarras do Lynyrd Skynyrd: eu e minhas amigas fomos mesmo pra ver o Duran Duran. Afinal, os maridos e filhos esperavam em casa as “adolescentes” de quarenta anos cansadas e felizes, mas que aposentaram há muito tempo os pôsteres nas paredes do quartos, o encarte duplo da revista, as ombreiras e topetes. Nostalgia, como tudo, tem limite. Bjos da Chabuca.

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7 de novembro de 2011
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Não se fala em outra coisa no mundo da moda/maquiagem/decoração: Color Blocking!
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A tendência que cria “blocos de cores”, seja nas roupas, paredes ou make-up, surgiu nas passarelas e migrou para todas as capas de revista como a “bolachinha mais recheada” da modernidade.
“Quer ser moderno? Seja colorido!” gritam os editoriais.
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O estilo que junta cores vibrantes e fortes em um mesmo ambiente, rosto ou corpo, pode seguir alguns princípios de combinação: a das cores complementares – por exemplo, azul e verde, vermelho e rosa –; ou a das cores análogas – amarelo e laranja, roxo e lilás.
Há ainda a combinação contrastante, tipo lápis de olho azul, sombra amarela e batom pink (!?). Será?

Olhando tudo isto bem de perto, surgem duas considerações:

1- Quem “realmente”, no mundo de VERDADE – do ônibus, fila de banco, comida a quilo e com mais de 20 anos – usa um batom pink e uma sombra azul? Ou compra poltronas de cores constrastantes para sua sala com paredes roxas, verde-abacate, vermelho-hemorragia? Pense em apenas UMA pessoa que você já viu na rua ou visitou a casa que adotou o Color Blocking como estilo de vida…Eu não conheço nenhuma (e olha que conheço gente pra dedéu)!
2- O que invade as revistas, desfiles, mostras de decoração como um estilo novo, moderno e realmente inovador, nada mais é do que o bom e velho New Wave, dos idos dos anos 80, revisitado. Com uma diferença primordial: quem tem mais de 35 anos sabe que realmente , de verdade, na fila de banco, ônibus e no restaurante a quilo ( existia isto nos anos 80?) as pessoas usavam roupas e maquiagem coloridas e contratantes. 
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Eu mesma vestia exaustivamente uma camiseta verde-limão fluo da grife Ron Jon com calça OP lilás com bolso lateral , um must da época. Nos pés, tênis Iate quadriculado. Na maquiagem , o pink imperava nos lábios e o kajal, que podia ser azul, nos olhos. No cabelo, muito volume (penteado frisado, então, era obrigatório em festas). No pulso, relógio Champion , com troca de pulseiras, coloridas, claro.
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Olhando pra trás, acho engraçado e divertido ter me vestido assim. Mas ainda bem que já passou… “Moda passa, estilo é eterno”, dizia Coco Chanel.
Bjos da Chabuca.

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1 de novembro de 2011
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Noites mal-dormidas, bebedeiras, stress, genética vascular…
Não importa: todo mundo tem olheiras! 
Eu, como faço parte da espécie humana, ostento as minhas por todos os lados. Mais brandas, em períodos de férias ou cuca-fresca. Densas e escuras nas fases hard core. 

Pois bem, prestes a completar 40 anos, percebi que as danadas têm aparecido com mais frequência. Decidi fazer um chek up (não aquele de colesterol, triglicérides e afins – este faço no começo do ano), mas na especialidade que mais me agrada: Dermatologia.

Marquei minha consulta semestral no consultório da dra. Maria Bussade pra pegar minha receitinha básica de cremes e ácido e aproveitei pra pedir uma ajudinha pra “apagar” as olheiras. A dra. Flávia, que é quem me atende no consultório, sugeriu a novidade: laser genesis. O tal raio chegou recentemente ao Brasil e tem feito “milagres”, principalmente para pessoas com pele mais escura (o meu caso). Sem contar que promete tirar ainda rugas finas e manchas, fechar os poros e estimular o colágeno. Great!

Topei na hora e marquei minhas TRÊS (!!) sessões , sabendo que a mordida na carteira seria forte. Cada sessão custa R$ 600,00 (Jesus, devo me arrepender?). Chorei, chorei ( falei até do blog criado pra lidar com a crise dos 40) e consegui um bom desconto: 50%.

O tratamento consiste em passar um gel na região dos olhos  para resfriar a ação do laser. Três TIROS são dados na região de cada olheira, primeiro com o laser Limelight ( mais potente). Assusta ( faz um clarão vermelho, com os olhos protegidos, claro), dá uma beliscada na pele, mas não é nada muito desgradável.

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Depois vem o laser Genesis, aplicado em todo rosto – também na região das olheiras. Esta ponteira de laser esquenta bastante a pele, mas não dói nada. Dá até pra relaxar. Meia hora de tratamento, uma pomadinha para onde ficou vermelhinho ( minha testa e as olheiras), protetor solar direto e o rosto está absolutamento igual. Hoje, quatro dias depois, já deu pra perceber a pele mais macia, poros menores e as olheiras…bem, estas ainda vão ter de esperar mais duas sessões de tiro.

 

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