12 de dezembro de 2017
Especialista em medicina preventiva fala como a perda dos hormônios femininos aumenta chances de depressão, osteoporose e doenças cardiovasculares

Dra. Julia Gouvea é especialista em Medicina Preventiva

Quando começamos a envelhecer? O processo é igual para homens e mulheres? E os hormônios, como interferem nesta questão? Para falar sobre estes temas que interessam a pessoas de várias idades, o blog Atitude40 conversou  com a médica Julia Gouvea. Ela é especializada em medicina preventiva, fisiologia hormonal, do esporte e do emagrecimento. Mestre em Biotecnologia pela UNP (Universidade Potiguar), é coautora do livro “Testosterona, Energia e Saúde”. 

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    21 de novembro de 2017

    Quando criei o blog Atitude 40, no final de 2011, estava prestes a completar 40 anos – e cheia de dúvidas e incertezas. Medos mesmo! Afinal, a primeira metade já tinha passado.

    O que esperar da segunda?

    O blog nascia como uma válvula de escape e auto-afirmação. Catarse e diário. Espaço para discussões de amigas/os, dicas, novidades, experiências, troca de ideias, algumas polêmicas, bom humor e até algum deslumbramento com o “maravilhoso mundo das blogueiras”.

    Investi tempo, dedicação, massa encefálica para falar com as mulheres de 40 (e comigo mesma). Tão jovens e tão maduras ao mesmo tempo. Algumas despirocadas, outras extremamente sérias. Mães, dedicadas, largadas, casadas, solteiras, separadas, boazinhas, briguentas, santinhas, devoradoras, cougars, marombeiras, beberronas, veganas, vaidosas, noiadas, viciadas em remédio, iogues, tantos tipos diferentes…

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  • “Aos 40 anos, é necessário se libertar dos maus hábitos”
  • A panela é minha, uso como quiser…
  • Relações plastificadas
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    22 de abril de 2014

    Apesar de tão difundido e útil, o plástico tem uma conotação meio negativa e pobre.

    Na mobília ou decoração, parece descartável. Alimentos industrializados ou de microondas podem ter gosto plastificado para muitos. As flores são bregas ou artificiais demais…

    O lado descartável e artificial do produto parece ter sido “adotado” nas relações humanas. E alguns fatos, ligados ao tema, me chamaram a atenção nos últimos tempos.


    A artista americana Suzanne Heinstz, cansada de ouvir a tradicional pergunta “Por que não está casada” resolveu debochar da cobrança social e comprou, literalmente, uma família. Só que de plástico. Marido e filha, manequins, acompanham a fotógrafa em momentos do banais do cotidiano ou viagens pelo mundo.



    O projeto Life Once Removed (“Quase como a Vida, em tradução livre) lança uma crítica sobre as expectativas da sociedade em relação à vida das pessoas, em especial ao papel da mulher, que só pode ser feliz e plena se tiver o maridinho e os filhinhos ali no dia a dia. Mesmo que as relações sejam plastificadas, não importa…

     

    Oh my darling, Valentine…

     

    Há muito tempo o sexo também ganhou conotação plastificada, desde os seculares consolos aos modernos objetos siliconados, com textura e até pelos (argh). 


    Depois de leiloarem a virgindade de uma boneca inflável “quase-humana” no ano passado (arrematada por R$ 105 mil!!!! por um publicitário #ondeestemundovaiparar), os organizadores de uma feira erótica decidiram que Valentina (o nome da desvirginada boneca) ia interagir com o público pelo Whatsapp. Mais up-to-date impossível.


    Fico me perguntando: por que alguém pagaria R$ 105 mil para transar com uma boneca? Tudo bem que o encontro teve direito à suíte presidencial em motel, jantar à luz de velas (não tocado pela acompanhante), champanhe francês e banho com pétalas de rosas. Mas mesmo com tudo isto, R$ 105 mil????


    A Valentina tem lá suas qualidades. Versão top das feiosas bonecas infláveis, ela é feita de cyberskin, um tipo de material que imita a pele humana, tem dois orifícios (anal e vaginal com pelos), cabelo de verdade, 1,65 m. de altura e não exige preliminares.

    Mas pagar tão caro para ter o direito de tirar a virgindade da mulher artificial só pode ser uma vontade imensa de ter controle absoluto sobre o corpo do outro. Até aí, ela cumpre a função para a qual foi criada, ok. Mas falar com a boneca pelo whataspp já beira a loucura. Até porque não é a boneca que responde né? Dãããnnn!

    Até que o Tinder nos separe…


    Aí pensando em manequins-maridos, bonecas-desvirginadas, mensagens eletrônicas, tudo junto e misturado, não pude deixar de me lembrar do Tinder, o aplicativo febre-coqueluche do verão 2014 e que parece estar dando sinais de cansaço.

    Sim, porque o que surgiu como um geolocalizador de possíveis encontros, paqueras, namoros ou até casamentos para o público hetero (porque a versão gay já existia há muito tempo nos smartphones dos mais smarts), começou a fazer água, na minha opinião. 

    Me explico: para as pessoas normais, com trabalho e obrigações do dia a dia, administrar o número de Matches gerados por meses no aplicativo começa a ficar impossível. Um amigo, quando saiu do Tinder, tinha mais de 600 matches. Aí fica complicado lembrar quem é quem com tantas conversas e possibilidades abertas… 

    Dois: nos últimos tempos, o Tinder começou a ser invadido pelo “lado negro da força”. Mulheres já anunciam nas primeiras frases trocadas que cobram R$ 500 pelo encontro. Homens decidiram pular a fase da conquista e já expõem seus pênis na primeira ou segunda foto de apresentação. 

    Os fetichistas já apareceram também e colocam o que gostam de fazer na descrição de suas fotos. Tudo bem que o Tinder sempre teve uma forte conotação sexual, mas agora o negócio descambou de vez. Bye romantismo, paquera ou possibilidades.

    Como outras redes sociais, surgiu, cresceu, inchou e agora começa a espantar gente que não acha mais cool e divertido passar o tempo na fila do banco ou do supermercado dando X ou Coração nas fotos dos pretês! Aí dá pra entender porque muita gente quer mandar um whatsapp pra Valentina…

    Fotos: Reprodução

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