18 de junho de 2019
Especialista explica o que é glicação e como prevenir os danos cutâneos causados pela reação entre o açúcar e o colágeno

 

O consumo excessivo de doces e pães não causa apenas estragos na silhueta. Também pode estar detonando a sua pele! Rugas, flacidez e manchas não estão só na conta do abuso de sol: nossa alimentação interfere diretamente no estado do tecido cutâneo, sendo o açúcar um dos principais vilões.

Os açúcares e também carboidratos (já que estes são convertidos em açúcar pelo organismo) podem acelerar o aparecimento de rugas e flacidez se consumidos em demasia. Estes alimentos desencadeiam um processo conhecido como glicação, onde as moléculas de glicose se ligam às fibras de elastina e colágeno responsáveis pela sustentação da pele, fazendo então com que estas se quebrem. Como resultado desse processo, há o aumento da flacidez e linhas de expressão, além da evidenciação de rugas e piora das manchas.

Sem contar que a glicação também está ligada a uma maior produção de radicais livres pelo organismo, o que gera oxidação celular e um stress oxidativo da pele, levando a uma  aceleração do processo de envelhecimento do tecido cutâneo.

“A glicação ocorre naturalmente em todas as pessoas, pois os carboidratos são indispensáveis em nossa dieta, sendo a principal fonte de energia para o organismo. O problema é quando a alimentação é hipercalórica e hiperglicêmica, ou seja, quando os alimentos ingeridos são ricos em açúcares e gordura, pois, neste caso, há um processo de excesso de glicação”, explica o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia e Diretor Clínico da Clínica Volpe.

Então, antes de partir para as cirurgias estéticas e aplicação de botox, que tal olhar para o prato? Como a glicação é um processo que se dá a longo prazo, estes procedimentos podem não ser tão eficazes ou não ter resultados duradouros se o paciente não adotar uma dieta adequada, com redução de carboidratos e doces, e rica em vitaminas C, E e A, que possuem propriedades antioxidantes. “Em alguns casos, a suplementação também pode ser indicada”, destaca o dermatologista.

Outros fatores como tabagismo, pouco sono, estresse e exposição solar prolongada sem proteção também geram stress oxidativo e favorecem a glicação das proteínas da pele.

Cremes que contenham substâncias antioxidantes, antiglicantes e desglicantes também auxiliam no tratamento cutâneo, além de vitaminas orais, como Glycoxil e Exsynutriment, que agem de dentro para fora recuperando a elasticidade da pele. Tudo com prescrição de um dermatologista, claro.

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