2 de julho de 2015
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Caneta BIC, tema praia, estrelinhas e ideograma japonês não me convenceram a tatuar o corpo


Poeminha do quarentão não-tatuado


“Não tenho tatuagem.
Sempre quis ter.
Já tentei em viagem.
Mas não pude fazer.
Invejo quem tem 
Mas não me arrependo.
Tem muito desenho.
Que eu não entendo.”

(de minha autoria)

Minha história com tatuagens é antiga. Afinal, os quarentões de hoje foram os rebeldes jovens dos anos 80 e 90, que usavam a tatuagem como forma de expressar sua insatisfação com o mundo e com os pais, os anseios da juventude, suas tribos, crenças ou só pra tirar onda mesmo.

Sempre me imaginei uma senhora tatuadíssima. 


Mas quem disse que tive coragem? Cresci ouvindo que tatuagem era coisa de cadeieiro, bandidão mesmo – o que dava até um certo charme à rebeldia.  

Tattoo tosca de cadeia: medo!


Acompanhei algumas turmas diferentes de tatuados: os que fizeram antes dos 18, com agulha e tinta de BIC, em casa, no melhor estilo “sou rebelde mesmo e foda-se”. Clandestinidade total. Geralmente, tattoos mal-feitas, tortas, mas exclusivas.


Aí veio a onda da turma da praia com seus pores do sol com gaivota em forma de V, golfinhos, tartarugas marinhas…Quem tem mais de 40 vai se lembrar do ator Mário Gomes na novela Guerra dos Sexos, sempre exibindo o peitoral e a tattoo clássica. 


Amo praia hoje, mas na adolescência preferia as baladas góticas de roupa preta. Não ia ornar com golfinho…

Teve ainda a modinha dos ideogramas japoneses. Nossa, o que teve de amiga minha tatuando palavras como Vida, Amor e Liberdade em “japonês” não está no mangá! 

Alguém traduz, por favor?


Nunca entendi porque tatuar um ideograma japonês no corpo, se não sou japonesa, não falo japonês e não entendo o que está tatuado. Ok, democracia, mas pra mim não faz sentido. 

E sempre achei que aquela cópia da cópia da cópia que os tatuadores usavam podia muito bem estar errada. E se em vez de Liberdade estivesse escrito Chorume em japonês? Muito arriscado…



Passei longe da tendência estrelinha-no-pulso-da-gisele-bundchen.


Foi só a modelo mostrar o braço esguio com seu desenho meigo e logo uma legião de anônimas e famosas copiaram a diva. Sem contar as variações “Estrela com borboleta” e “Constelação”, outro must-have dos anos 2000.


Grazi Massafera e Daniela Winits aderiram às estrelas 

O tempo foi passando e minha ansiedade em ter uma tatuagem cresceu. Por quê? 

Porque queria muito fazer parte da tribo de quem enfeita o corpo. Mas nunca soube o que realmente desenhar.  

Posso fazer uma lista do que já pensei em tatuar (e sempre com algum significado pra mim importante, pelo menos na época da escolha). Mas depois olho para o desenho e penso se ele terá um significado daqui um, cinco ou dez anos. Desisto. 

Enquanto não escolho o que tatuar, sigo admirando quem tem uma – ou várias. Mesmo que seja um ideograma japonês, que signifique “Star”, ao por do sol, no bico de um golfinho, que está dentro das asas da borboleta, feita com tinta de BIC…  

No próximo post, minha lista de 5 não-tatuagens preferidas.

Fotos: Reprodução
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