30 de julho de 2014
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Só um final de semana? Faça o básico, 
vença os medos e divirta-se 


Desafios sempre dão um gostinho a mais na vida, principalmente quando achamos que tudo anda meio chatinho e repetitivo. 

Aproveitei uma viagem a trabalho para Campo Grande e decidi passar o final de semana em Bonito, para escrever uma matéria e também conhecer o famoso destino de ecoturismo sustentável (o melhor do planeta, aliás, eleito em evento londrino). 

Com pouco tempo disponível, decidi focar naquilo que o lugar tem e melhor: a água. 

Preparada para a flutuação no Rio da Prata 


Por causa da grande concentração de calcário, que funciona como um purificador e garante visibilidade total, as águas dos rios da região são praticamente transparentes e ideais para a atividade de flutuação para observação de peixes e outros animais ( às vezes aparecem jacarés e sucuris, juro!).

“Vulcão”: nascente de água no fundo do rio


Fiz a flutuação do Rio da Prata, uma das mais conhecidas da região, ao lado da flutuação do Rio Sucuri. O esquema é muito profissional. A fazenda onde funciona o passeio oferece roupa de neoprene ( a água é um pouco fria, mas suportável), snorkel e máscara higienizados (mas o ideal é levar o próprio material de mergulho, se tiver). 

Transparência da água vem da grande concentração de calcário


Depois de uma rápida apresentação do guia para um grupo de até 9 pessoas, subimos na boleia de um caminhão e seguimos pela fazenda. Uma pequena trilha nos deixa  no começo da flutuação, que tem cerca de 2 km rio abaixo. 

Dourado, o rei do rio! Olha a cara de mau!


Colocar a máscara e olhar pela primeira vez a água é uma experiência única. O rio é tão transparente que parece que os peixes flutuam, sem brincadeira. Por R$ 75 é possível alugar uma câmera sub-aquática para fazer filmes e fotos de recordação. Um colete ( fornecido também pela fazenda) ajuda a flutuar, e deixa as mãos mais livres para as fotos. Depois, é  só soltar o corpo e deixar a água te levar curtindo os peixes e outros animais…No dia da minha flutuação, avistamos um jacaré no rio, em uma das margens.

Cardume de piraputanga


Sucuri, só mesmo esta pele que o guia encontrou na água.

Pele de sucuri encontrada no fundo do rio 


Depois de descer o afluente do Rio da Prata , entramos nele de verdade. Ali a a água é BEMMMM fria e um pouco mais turva.

No barco, cansada e feliz


A volta é feita em um barco. E a recepção na fazenda nos aguarda com um delicioso almoço de fogão a lenha e salada orgânica, plantada ali mesmo. Tudo está incluído no valor de R$ 198 ( preço do mês de julho). É passeio para um dia inteiro. À noite, uma voltinha pela cidade e cama, para enfrentar o dia seguinte com muita disposição. 

Segundo dia  

Caverna do Lago Azul: 294 degraus de pura beleza 


Outro desafio que Bonito te proporciona é visitar uma caverna cheia de estalagmites e estalactites, com um maravilhoso lago azul ao fundo. Conhecida como Gruta do Lago Azul, o lugar é o cartão-postal de Bonito e vale a visita. 


Com capacete e disposição, desci os 294 degraus para poder observar de perto a água cristalina e azulada do lago. É impressionante saber que cada estalagmite e estalactite cresce 1 milímetro POR ANO. Quanto tempo tem tudo aquilo, Jesus?

Estalactites e estalagmites crescem 1 milímetro por ano


Se não tiver um equipamento fotográfico muito bom (a câmera do meu celular é meia-boca) contrate o próprio guia, que por R$ 40, tira todas as fotos que quiser e te entrega em um CD no hotel. 

Formações criam desenho único na caverna


Todos os passeios devem ser reservados e comprados em uma das agências da cidade. Só com um voucher em mãos, com horário marcado, podemos visitar os atrativos naturais de Bonito. Por isso, a natureza é tão preservada na região. E que assim se mantenha…

   
Fotos: Andrea Martins e Divulgação

Agradecimentos: 
Vanzella Transportes
Secretaria de Turismo de Bonito

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