12 de novembro de 2013
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Está mesmo faltando homem no mercado?


Tenho viajado bastante a trabalho pelo Brasil e, de Norte a Sul, o assunto é um só entre a mulherada: não tem mais homem disponível no mercado!

É inacreditável a paranoia coletiva que tomou conta do clube da Luluzinha. Em Fortaleza, numa festa badalada, duas moças de no máximo 27 anos, se lamentavam da escassez de bons partidos disponíveis na capital cearense. “Está difícil”, dizia uma. E a outra concordava com a cabeça, desolada: “É”.

Milhares de quilômetros de distância dali, num pub em Porto Alegre, um grupo de 3 mulheres, na casa dos 35 anos, discutia a falta de opção no mercado de gajos. E olha que o bar tinha pelo menos umas 3 mesas com moços desacompanhados… “Ah, devem ser casados”, era a resposta na ponta da língua. 

E vai além: no programa da Ana Maria Braga da semana passada, adivinhem a pauta? “Mulheres sozinhas, reclamando da falta de homens disponíveis para relacionamento”. Mostraram até o aplicativo Tinder, assunto para um próximo post, pela febre virtual que virou – ao transformar a ato da paquera na web numa espécie de álbum de figurinhas…falo disso mais pra frente!

Voltando: e a matéria dava dados estatísticos impressionantes. Segundo O IBGE, o País tem 51,5% de mulheres e 48,5% de homens. Uma diferença de 5,8 milhões a mais de mulheres mesmo. 

Ou seja, a percepção é real (medo!). E a diferença é pior ainda na região Sudeste. Ou seja, a galera do batom de São Paulo, Rio, Minas e Espírito Santo (será?) sifu…   

Mas olhando mais de perto os dados, dá para perceber que a diferença aumenta com a idade – até porque as mulheres vivem mais. Então porque moças na casa dos 20, 30 anos vivem reclamando? De 40,então, nem vou comentar…

Fiquei pensando nisso uns dois dias! 

E resolvi compartilhar o meu “achismo”. Seguem algumas teorias:

1- A nota de corte aumentou 


30, 40 anos atrás as mulheres TINHAM de casar. Era praticamente inaceitável, socialmente disforme não arranjar um marido. Sem muita opção além do matrimônio, as moças se apressavam para arranjar bons pretendentes e logo marcavam a data do casório, mantendo-se virgem (ou quase) até a noite de núpcias. Ficar pra titia ou ser solteirona era uma praga de madrinha bem venenosa…

2. Quem muito escolhe… 


Aí veio a revolução sexual, pílula, sutiã queimado, ingresso no mercado de trabalho e toda esta história que conhecemos e as mulheres descobriram que podiam ESCOLHER. Como passaram a se sustentar, não eram mais obrigadas a casar com o primeiro mequetrefe que aparecesse. Nem com segundo. Nem com o décimo. Sexo passou a ter um peso importante e, mais experientes, as mulheres passaram a comparar desempenhos, tamanhos e afins. E é claro, decidiram que não iam aceitar qualquer nota 5 na cama. A nota de corte aumentou consideravelmente e aí veio um “problema”….


3. Check list de exigências


Como passaram a ter o poder de escolher e de decidir com quem, quando e como casar, a mulherada instituiu uma espécie de “Check list” básico, que foi ficando mais rebuscado nas últimas décadas/anos. O namorado ideal passou a ter de cumprir uma lista que vai da aparência à conta bancária, passando pelo alto QI, nível educacional, quociente emocional, humor, entre outros itens. O “príncipe” encantado não precisa só beijar bem e ter um cavalo bacana. Precisa ser bonito, engraçado, inteligente, másculo (mas sensível), compreensivo, fiel (sempre fiel), atencioso, etc…Ah, e tem o item sexo, onde o moçoilo deve ter pegada, desempenho, criatividade e virilidade. Com tanta exigência, sobra bem pouca gente mesmo e quem sobra… 
   

4. O clichê: “Ah, só tem gay” 


A frase é um dos clichês mais usados para justificar a falta de namorados perfeitos. “Só tem gay” é muito usado em conversas de mulheres em bares, academias e cabeleireiros. Mas será que isto é verdade ou a sociedade vem se transformando nas últimas décadas e quem é gay simplesmente pode assumir sua sexualidade mais tranquilamente? Ou seja, homossexuais que antigamente se casavam com mulheres não são mais obrigados a fazer isto e podem, simplesmente, viver como querem. E é inegável que muitos gays cuidam mais da aparência, controlam a alimentação, usam produtos de beleza e se vestem bem. Logo, ficam mais bonitos mesmo.   


5. A última Coca-Cola do deserto 


Diante deste panorama de paranoia coletiva, os homens, que são bem inteligentes e também leem jornais e assistem reportagens de televisão, começaram a perceber que são considerados “artigo de luxo”. Aí, agem como tal, consideram-se a última Coca-Cola do deserto, no meio de um bando de mulheres sedentas. Como são considerados “raros”, aproveitam da situação para variar mais, escolher mais, exigir muito mais também…Aquela situação anterior, do direito feminino de escolha, se inverteu com a sensação de escassez…confuso, hein?


6- A perversa indústria da beleza 


E tem a cobrança pela aparência perfeita feminina. Num mundo dominado pela obrigação de ser magra-jovem-linda, imposta pela mídia, quem não alcança o tripé sente-se frustrada e diminuída. Junte-se a isto o item anterior, dos “homens se sentindo artigo de luxo” e temos um desencontro total na lei da oferta e procura.


Tem solução? 


O panorama parece ruim mesmo, mas eu acredito no equilíbrio da natureza. 

Se a situação está assim mesmo, tão ruim no Brasil (em especial na região Sudeste), com números negativos e sentimentos que não contribuem em nada para o relacionamento das pessoas, em algum ponto do planeta a balança deve estar invertida. 

Ou seja, em algum lugar os homens devem estar reclamando que está faltando mulher (dizem que na Austrália e na China a situação tá meio “braba” para os rapazes em algumas faixas etárias, vai saber…).

Num mundo globalizado, nada mais lógico do que tentar equilibrar esta balança. Que tal instituírem um programa de “Exportação de Mulheres”, uma espécie de Bolsa-Namoro?

O governo abriria um programa de inscrição gratuita para a  mulherada que quer conhecer seu futuro esposo/namorado em outro país, daria 2 ou 3 opções de destinos e facilitaria os trâmites de documentação e “exportação”. Poderia até rolar uma ajuda de custo para os primeiros meses, uma bolsa mesmo. 

Aí, era só a mulherada ir para o aeroporto com a faixa “Felizes para Sempre” debaixo do braço, para ser pendurada no país-destino.  

Em 5 anos de programa, o equilíbrio seria reestabelecido no Brasil.  E tenho certeza que, bastaria os homens daqui perceberem que a mulherada resolveu, de verdade, tentar a sorte além-mar para baixar a bola geral da moçada e tudo voltar a ser como antes, para alegria geral da nação…   


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Fotos: reprodução

  





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