22 de outubro de 2013
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Mulheres podem conversar sobre outros temas, além de homens e filhos 


Quem está solteira costuma ouvir dois tipos de conversa: mulheres solteiras falando de homens e mulheres casadas falando de filhos. Por mais que as pessoas tentem variar a temática, o assunto sempre acaba indo para estas searas. 

Existe uma certa fixação/compulsão das solteiras pelo tema “Homens Disponíveis”. E você não precisa conhecer a mulher, ser amiga de infância ou colega de trabalho: uma hora ou outra a conversa vai chegar a este tópico. 

Em geral, o tema é tratado de maneira negativa, com requintes de tristeza, preconceito e frases do tipo “ah, só tem gay hoje em dia” ou “homens interessantes e disponíveis não existem”. 

Pior ainda quando as interlocutoras se põem a fazer comparações do tipo “Se está difícil até para a Grazi, imagina pra mim”, referindo-se à recente separação do casal-mais-fofo-e-bonito-do-Brasil, Cauã Reymond e Grazi Massafera.   

E a choradeira independe da idade. Não me lembro de amigas aos 20 anos comemorando a fartura do “mercado masculino”, nem as balzacas festejando as diversas opções de convites para sair no sábado à noite. 

Também não é “privilégio” de quem vive em São Paulo. Na semana passada, em um evento em Fortaleza, ouvi a “reclamação” de duas moças de uns 25 anos dizendo, justamente, que estava complicado arranjar alguém no Ceará. 

A idade também parece ser outro “agravante” para muitas mulheres, que acham que ficaram pra titia (Ôh coisa antiga, sô…) depois de uma certa idade. Separar-se aos 40 então, nem pensar, “com esta carestia toda, onde já se viu…melhor ficar com o que você já tem mesmo”.

Meu Deus, que stress! Não é porque chegamos aos quarenta que ficou mais difícil, gente! Sempre foi difícil – em qualquer idade ou cidade – conhecer gente legal, inteligente e de bom caráter. Não se iludam! Mas também não é impossível, vide a quantidade de namoros e casamentos que existem e sempre existiram.

Blá-blá-blá


Aí vem o segundo tipo de papo: casadas que falam de filhos.  Quando tive filho, uma das coisas que mais me chamava a atenção é como vira um tipo de chave da tua vida em termos de importância familiar:  você deixa de ser filha dos seus pais e vira mãe do neto deles! 

E isso vale pra tudo: você não é mais a “fulana de tal, gerente de negócios da empresa tal”. Você vira a “fulana, mãe do Gabriel”. Lindo, deliciosos e reconfortante, mas existe vida além da maternidade. 

Só que parece que muitas mulheres se esqueceram disso e durante os encontros ou almoços não falam nada de si, não expõem uma opinião ou pensamento polêmico, não debatem um tema, não discutem sobre os beagles roubados, o pré-sal ou a separação da Grazi e do Cauã. 

Só ficam falando de seus filhos, de como eles são especiais, inteligentes, como largaram a chupeta ou fizeram cocô verde naquela semana.

Falar de homens ou filhos faz parte do DNA feminino, faz parte do jeito de ser da mulher. Mas de vez em quando – só de vez em quando – o assunto poderia variar, o tema poderia ser a própria mulher, as próprias ideias. Que tal falar um pouco de si sem precisar ir à terapia? As conversas ficariam mais interessantes…

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Fotos: reprodução     
           

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