23 de abril de 2013
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Desde os tempos da vovó, um chazinho sempre fez bem! 
Mas a sabedoria popular ganhou estudos científicos e hoje a fitoterapia é assunto sério. 


Para quem acha que plantas medicinais são usadas apenas por pessoas de baixa renda, puro engano!
Vale destacar que quem mais consome fitoterápicos, seja na Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália ou Japão, são pessoas com alto grau de instrução (em geral nível superior ou pós-graduado) e pertencentes às classes A e B. 
Eu, que adoro uma receitinha natural para gripe, dor de barriga ou insônia, não poderia deixar de compartilhar este material que recebi da nutricionista especializada em fitoterápicos e Vice-Presidente da Associação Paulista de Fitoterapia (APFIT) Vanderlí Marchiori. “A fitoterapia é uma ciência que usa, exclusivamente, matérias-primas vegetais para o tratamento e recuperação dos desequilíbrios da saúde. Quando manipuladas de forma correta, podem ajudar no melhor funcionamento de todo o corpo. Os medicamentos fitoterápicos, em sua maioria, são comercializados em diferentes formas farmacêuticas, como óleos, cápsulas e extratos concentrados”.  
Diferente das receitas caseiras que são baseadas apenas no conhecimento popular, esses medicamentos feitos à base de extratos vegetais obedecem às regras de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e registro no Ministério da Saúde (MS). A especialista esclarece alguns mitos e verdades sobre fitoterapia: 
1) Plantas medicinais são medicamentos? 
VERDADE  Plantas medicinais são remédios, com indicações, contraindicações, interações medicamentosas e, em alguns casos, reações adversas.  Têm doses e modos específicos de uso, podem alterar resultados de exames e algumas exigem precauções.
2) Receitas caseiras são fitoterápicos? 
MITO – Receitas caseiras, geralmente, são originadas do conhecimento popular e não possuem embasamento científico. Já os medicamentos fitoterápicos são medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais e são, exclusivamente, derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera e outros). Os medicamentos fitoterápicos, assim como todos os medicamentos sintéticos, devem oferecer garantia de qualidade, ter eficácia comprovada, composição padronizada e segurança de uso para a população.
3)   Fitoterápicos podem ser consumidos livremente porque são naturais? 
MITO – Os fitoterápicos são medicamentos. Seu uso deve ser monitorado por um especialista, pois eles têm contraindicações, podem interferir na ação de outros medicamentos (interação medicamentosa) e, se consumidos de maneira incorreta, levam a intoxicações. 
4)Alguns problemas de saúde podem ser resolvidos apenas com o uso fitoterápicos?
VERDADE – Certos desconfortos como a má digestão podem ser aliviados com o uso de fitoterápicos. Nesse caso específico, o uso de um medicamento à base de boldo, como Eparema, que possui na sua composição extrato de boldo, cáscara sagrada e ruibarbo é indicado para os distúrbios do fígado e da digestão e para os casos de prisão de ventre leve. 
5)Fitoterápicos são medicamentos mais fracos porque são feitos à base de plantas? 
MITO – Na verdade, os fitoterápicos não são “mais fracos”. A diferença é que seus ativos são obtidos diretamente das plantas medicinais, diferente do que ocorre com os medicamentos sintéticos (feitos a partir de moléculas desenvolvidas em laboratório). No entanto, os efeitos de um fitoterápico quando comprovados cientificamente e aprovados pela Anvisa podem trazer alívio para os males aprovados em bula nas suas indicações.
É isso aí, viva o poder das plantas!
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Fotos: Reprodução 

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