11 de abril de 2013
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Uma pesquisa encomendada por uma multinacional da área de higiene e limpeza resolveu entender a mulher brasileira. Contratou uma antropóloga, entrevistou 1.300 mulheres e homens das camadas médias urbanas e trouxe resultados interessantes (e preocupantes). 

Em pleno século 21, descobriram que o que as brasileiras mais desejam é a liberdade! Seguida de independência. Elas (nós) também querem (queremos) salário maior, separar sexo de amor, sofrer menos por amor. 


As mulheres admiram a liberdade masculina em relação ao corpo, ao comportamento sexual, à capacidade de brincar, de rir e de ter prazer, sem tanta preocupação com a opinião e a censura dos outros. Dizem que são muito “cobradas” no trabalho, na família e na vida em geral.

Mas o que chama atenção é que a mesma mulher que deseja liberdade e independência quer casar! Os gringos comprovaram que que no Brasil, o “capital marital”  é uma verdadeira riqueza, especialmente para as mulheres de 30 a 50 anos. 


Em outras culturas pesquisadas, especialmente Alemanha, Suécia e Espanha, o marido, os filhos e a família não têm o mesmo valor. São culturas mais focadas no indivíduo, em que a realização profissional tem um valor muito mais forte. 

No Brasil, o casamento e a família têm um peso maior do que nestas culturas, e as mulheres buscam conciliar a realização profissional com o casamento e a família.

Para entender melhor essa diferença cultural, pode-se dizer que o Brasil é uma cultura da soma, do E: a brasileira quer trabalhar E casar E ter filhos E ser magra E cuidar do próprio corpo E ser sexy. 

Ufa, impossível, né?


Já a mulher alemã vive em uma cultura da escolha, a cultura do OU. Investem na profissão OU têm filhos OU malham OU… 


Mais maduras e felizes


Mas nem tudo está perdido para nós brasileiras, principalmente para aquelas que já passaram dos 40. Enquanto as mais jovens (na faixa dos 18 aos 30 anos) colocam o foco no “outro”, as mais maduras, especialmente a partir dos 40 anos, colocam o foco no próprio prazer, e passam a valorizar, cada vez mais, a liberdade que conquistaram. 


O foco deixa de ser o outro – a sociedade, a família, o marido, os filhos – e passa a ser “eu mesma”, suas vontades e prazeres. Mais maduras e independentes, riem mais, namoram homens mais jovens, vestem as roupas que são mais confortáveis, fazem tatuagem etc.

As mais jovens buscam a aceitação dos outros, o pertencimento aos grupos (família, trabalho, amigos, amores). As mulheres mais maduras estão mais seguras e sabem que podem ser diferentes.

Ainda tem dúvida de como é bom chegar aos “enta”?

Fotos: Reprodução

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