27 de março de 2013
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Cantor, que completaria 53 anos nesta quarta-feira, deixou legado e vazio na música brasileira

A vida era muito mais fácil quando éramos jovens e tínhamos Renato Russo para cantar nossos sentimentos. 

Você ficava triste? Há Tempos!

Pensava em suicídio? Pais e Filhos! 

Estava revoltado? Que País é Esse?

Se sentia velho? Tempo perdido!

Apaixonado? Monte Castelo!

Começava a namorar? Eduardo e Monica!

Terminava? Será!

Confuso? Quase sem Querer!  

Puto? Geração Coca-Cola!

Pra cada sentimento, era só ligar o rádio ou botar uma fita (?!) ou CD e resolver…

Sabíamos de cór letras intermináveis e complexas de 6 ou 7 minutos, pesquisávamos Camões, líamos sobre política pra entender a origem daquela banda e daquela revolta toda…

Pude ver ao vivo o Legião Urbana no auge do sucesso. O show no Parque Antártica, em 1990, lavou a alma do público. Renato e sua legião resolveu homenagear os próprios ídolos. Mandou Beatles, Rolling Stones, Sex Pistols. Homenageou o público.

Eu que jurava que nunca mais teria o prazer de ver um show ao vivo do Legião Urbana me surpreendi com um afinado Wagner Moura mandando ver nos hits da banda como vocalista-fã. 

O show no Espaço das Américas no ano passado reuniu uma legião de quarentões animados, saltitantes e excitados com a volta da banda brasileira mais reverenciada das últimas décadas. Todo mundo cantou TUDO!

Agora é esperar para ver o filme Somos Tão Jovens, que estreia no dia 03 de maio com Thiago Mendonça no papel de Renato Russo. 

Em tempos de extrema pobreza musical, com cenário recheado de funk-ostentação de um lado e sertanejo-universitário de outro, saber que tem gente jovem e inteligente que conhece e gosta de Legião dá uma certa esperança de que nem tudo está perdido…

Como dizia Renato Russo: “A verdadeira Legião Urbana são vocês”

Fotos: Reprodução e Divulgação




   



  



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