5 de março de 2013
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Com coxas hipertrofiadas e barriga “negativa”, visual megamusculoso virou obsessão entre a mulherada


O Brasil é fértil em criar “modelos estéticos” femininos que viram regra a ser seguida pelas “simples mortais”. 

Tivemos uma leva de mulheres-frutas, inaugurada pela Melancia e seu bumbum gigante. Depois vieram Mulher-Maçã, Moranguinho, Jaca e Melão. 

Tivemos até uma Mulher-Fruta Pão, com quilos e mais quilos de “gostosura” explorados pelos programas populares. 

Todas têm em comum (menos a Fruta-Pão) uma parte do corpo extremamente grande (no geral, a bunda e/ou seios), cintura fina esculpida na cânula e danças “sensuais” (no geral, funk carioca).

Ultimamente, a onda são as mulheres-pererecas – definição dada pela modelo e empresária Luiza Brunet referindo-se ao corpo musculoso da modelo Gracyanne Barbosa. 

“Elas perderam a mão. Acho feio este tipo de corpo (…). São mulheres-pererecas: cintura fina, coxa grossa e perna fina”, disse Luiza ao jornal O Globo.

Treino de musculação da modelo Gracyanne Barbosa 

  
Eu também acho feio! Mas parece que tem homem que aprecia. A mídia também! E muitas mulheres querem ficar igual! Ou seja, caiu no gosto popular.

Nesta terça-feira, o jornal Folha de São Paulo traz uma matéria interessante sobre o tema. E me chamou a atenção o esforço que as funkeiras, rainhas de bateria e popozudas em geral fazem para conseguir um corpo no formato anfíbio.

A jornada rumo ao “brejo estético” inclui treino até a exaustão muscular, com sobrecarga (Gracyanne faz agachamento com DUZENTOS quilos!); consumo diário de 2,5 gramas de proteína por quilo de músculo corporal (uma mulher com 50 kg de músculos precisa comer quase duas dúzias de ovos por dia); redução de carboidratos e gorduras; zero sal e açúcar.

Ah, e tem agachamento, agachamento, agachamento, agachamento…

Maryna Queiroz, conhecida como Mulher Perereca  


Os riscos são proporcionais às claras de ovo comidas: compressão de vértebras lombares; desestabilização dos tornozelos; lesões nos joelhos; sobrecarga nos rins por conta da alimentação hiperproteica. Sem contar acne…E eu não estou nem falando de gente que parte para anabolizantes e hormônios! 

Para quem vive do corpo e precisa mostrar os atributos físicos 
enquanto é tempo (porque outro padrão estético é a “juventude a qualquer custo”), dá para entender.   

Mas simples mortais que não saem em capa de revista ou à frente de baterias precisam desta loucura e esforço todo? 

Bem, vou pensar no tema fazendo minha série de musculação de 45 minutos, 3 vezes por semana, sem suplemento e com ênfase na qualidade de vida e fortalecimento dos músculos para atividades aeróbicas. 

Depois vou continuar pensando no assunto tomando uma tacinha de vinho e jantando num bom restaurante – talvez italiano, com boas massas e queijos. Ah, com direito à sobremesa! 

Patinhas de rã, tô fora!

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Fotos: Reprodução    
  

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