15 de novembro de 2012
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Como seria um show histórico com Cazuza, Tim Maia, Cássia Eller, Adoniran, Raul, Clara Nunes e Bezerra da Silva?

    Foto do lançamento do CD Exagerado (1986)


Quem acompanhou a cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Londres pela TV pode se emocionar com Fred Mercury comandando a plateia, com seus trinados e agudos fantásticos, 20 anos após sua morte.

Graças à tecnologia, o lendário vocalista do Queen foi recriado virtualmente, com a aparência do cultuado show Live Aid, que aconteceu em 1985, no Estádio de Wembley.

Assim como Mercury, que também morreu em decorrência da Aids, nosso Cazuza, morto em 1992, vai voltar – para alegria de fãs, que como eu, nunca puderam ver ao vivo um show do cantor e compositor símbolo da rebeldia desbundada da juventude brasileira nos anos 80. 

Cazuza vai voltar como Fred, em forma de holograma. O primeiro show acontece em 04 de abril de 2013, quando o cantor completaria 55 anos.

A tecnologia para “ressuscitar” o cantor de Ideologia e Codinome Beija-Flor será baseada em fotos e vídeos de arquivo de Cazuza, da década de 80 (quando ainda não estava com a aparência debilitada pela doença).

Um rosto em 3D será modelado virtualmente. Um ator-dublê imitará a expressão corporal do cantor, técnica usada no desenvolvimento de videogames.

Depois é só juntar cabeça e corpo e projetar as imagens em uma superfície espelhada no chão, que será refletida em uma “parede invisível” no palco.

Imperdível!

O projeto custa caro: de 20 a 40 mil dólares por minuto (serão 20 minutos de Cazuza holográfico no show).

Tim, Raul, Clara, Cartola, Bezerra, Adoniran, Cássia:

 todos juntos  

Vamos combinar que poderiam ressuscitar uma série de astros que se foram: Tim Maia, Raul Seixas, Clara Nunes, Cartola, Adoniran Barbosa, Cássia Eller, Bezerra da Silva…a lista é interminável.

Já dá até para imaginar o show: Cazuza canta O Mundo é um Moinho. Cartola, acompanha baixinho o samba, batendo em uma caixinha de fósforo e aprovando a interpretação do moleque. “Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve”, encerra Cazuza, como sempre dizia do mestre do samba. Aplausos.


Cazuza pede silêncio e chama Cássia Eller, que já chega tocando guitarra e alucinando com o amigo. Tocam e cantam juntos “Malandragem”, levantando a plateia. “…dirijo meu carro, tomo meu pileque, e ainda tenho tempo pra cantar…pra cantaaaaar…”

Ovacionados! Se beijam no palco. De língua!


Depois é a vez do malandro Bezerra cantar e avisar que “pra fazer a cabeça tem hora”! Gritos.


Adoniran entra com Clara, linda de branco, cabelo crespo e batom vermelho. “Iracema, meu grande amor, foi embora…” Metade chora, a outra metade ri! Ninguém está acreditando no que vê. 




O síndico desta vez não falta e fecha o espetáculo com Vale Tudo ineditamente acompanhado de Raulzito. É o vozeirão de Tim …”Valeeeee…valee tudooo…só não vale dançar homem com homem…e nem…mulher com mulher”. E Raul: “Ô se valeeee…”.

E já emenda: “Duas aranhas, duas aranhas, vem cá mulher deixa de manhã, minha cobra quer comer tua aranha. É o rock das aranhas…é o rock das aranhas…” Plateia enlouquecida não arreda o pé do estádio. “Mais um, mais um…”

Show do ano, da década….Quem viu, viu, meu amigo…



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Fotos: Reprodução
    

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