30 de novembro de 2012
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Os motivos do stress variam aos 20, 30 ou 40 anos


Perder o emprego após os 50 anos aumenta o risco de uma pessoa sofrer um infarto. O desemprego estressa tanto o sujeito que ele pode, simplesmente, morrer do coração – seja de desgosto, tristeza ou raiva mesmo do patrão.

E se a experiência do desemprego se repetir é pior ainda: o risco de bater as botas é de 22 % na primeira demissão e chega a 63%, quando a pessoa já levou bilhete azul (termo de RH muuuuito antigo) quatro ou mais vezes. Neste caso, se iguala às chances de um fumante, sem um mísero cigarrinho na boca…

Lendo a notícia, que foi publicada no periódico Archives of Internal Medicine (e reproduzida em jornais e sites brasileiros), fiquei pensando no que estressa as pessoas/mulheres nas várias fases da vida.

Stress aos 20


Com a vida toda pela frente, basicamente o estresse aos 20 anos se resume a: ir pra balada; tomar Engov antes de encher a cara; não engravidar; usar camisinha; entrar na faculdade; se formar na faculdade; até arranjar um emprego…

Stress aos 30


Aos 30, surge a primeira crise (em geral, nas mulheres). Motivos de stress? Arranjar alguém pra casar; casar; organizar o casamento; ir pra balada somente três vezes na semana; tomar dois Engovs; ter um salário decente; ter um cargo médio (ser, pelo menos, gerente); filtro solar….

Stress aos 40


Nesta fase, as opiniões se dividem: ou você já estressou tudo o que deveria e resolveu relaxar, ou bate aquele sentimento de urgência que tende a enlouquecer algumas pessoas. Nesta idade, os motivos de estress dos 30 podem se agravar – afinal tem gente que não casou, não tem um salário decente e, muito menos, um cargo médio. Ter filho vira obsessão para algumas mulheres. Homens podem começar a se preocupar com o cabelo (ou perda dele), com o desempenho do dito cujo (ou perda dele) e cremes para a área dos olhos…Rugas estressam! ganho de peso também!

Motivos de estress não faltam em todas as idades. Depois do 50, como vimos, tem gente que morre porque perde o emprego. Sem contar as crianças nervosas com tanta atividade e excesso de informação, tadinhas. 

O estresse, que nos foi dado pela natureza para proteger o homem primitivo dos ataques e riscos da vida selvagem, se voltou contra o ser humano moderno, que não precisa estar sempre alerta para comprar comida no supermercado ou ver TV no sofá. 

O jeito mesmo é procurar relaxar, buscar uma válvula e aceitar o fato de que somos eternos insatisfeitos….

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28 de novembro de 2012
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Pesquisa mostra que mulheres de Salvador são mais seletivas no mundo online; belo-horizontinas e paulistanas também não abrem a guarda facilmente no mundo virtual

Com a correria da vida moderna e as horas intermináveis na frente do computador, cada vez mais os relacionamentos digitais vão ganhando espaço.

Todo mundo conhece (ou deveria conhecer) um casal que se formou em um site de relacionamento, aplicativo ou rede social. Ou mesmo alguém que encontrou na rede um par apenas para sair eventualmente – seja para uma conversa, chopp ou transa.

A impressão é que homens heterossexuais ou homossexuais encaram melhor e com mais naturalidade estes encontros digitais.

Ouço muitas mulheres reclamando da superficialidade da rede, da falta de compromisso futuro ou mesmo da sensação de “açougue” , ou seja, de se sentirem como um pedaço de carne exposto em uma vitrine digital.

Uma pesquisa recente mostra que realmente as mulheres são mais seletivas no meio virtual, como são no mundo real. E esta seletividade varia conforme a região onde estão.

As mulheres de Salvador são as mais difíceis de serem conquistadas no ambiente online, conforme levantamento sobre relacionamentos online realizado em dez capitais brasileiras pelo site Badoo (especializado em bate-papo, paquera e amizades virtuais).

O motivo não fica claro: criação? educação? medo? alta expectativa?

A oferta pode ser a explicação, segundo os especialistas do site. “As mulheres de Salvador são extremamente populares entre a audiência masculina do Badoo”, afirma Louise Thompson, diretora de comunicação do site. “Por esse motivo elas podem escolher com quem e quando querem conversar”. 

As paulistanas ficaram na terceira posição das mais “fresquinhas”, atrás das mineiras de BH. Já as cariocas estão em sétimo lugar, ou seja, são mais acessíveis às abordagens masculinas no bate-papo online.

Ainda segundo o estudo, as mulheres de Recife lideram a lista das brasileiras com maior tendência a responder às abordagens masculinas online. As brasilienses e as goianas também aparecem  entre as mais receptivas.

 

Princesa ou gatinha: nunca diga isto!


Mas será que são as mulheres que são seletivas demais ou a abordagem masculina que é tosca, grosseira ou cafona? “Ao invés de iniciar uma conversa apenas dizendo ‘Olá’, a melhor forma de quebrar o gelo é conversar sobre interesses em comum, ou assuntos como música e filmes” afirma  Louise. “Claro, também vale ser simpático e amigável e chamar a mulher pelo seu nome real, ao invés de utilizar expressões como ‘princesa’ ou ‘gatinha’”.

Assim como no mundo real, a paquera digital também deve ser criativa e divertida. “Provavelmente esses dados mostrem que os homens de Recife sabem melhor como atrair a atenção feminina em uma conversa iniciada no ambiente online. Talvez mais do que outros homens brasileiros”, diz.

Ponto para os pernambucanos!

Ranking: As brasileiras mais seletivas no ambiente online

1- Salvador
2- Belo Horizonte
3- São Paulo
4- Fortaleza
5- Curitiba
6- Porto Alegre
7- Rio de Janeiro
8- Goiânia
9- Brasília
10- Recife



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Fotos: Divulgação

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26 de novembro de 2012
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 Votação popular vai indicar a melhor sobremesa da cidade, entre 34 concorrentes. Mas o pudim do Café Girondino e o da Tia Esperança não estão na disputa….
 


Pudim de leite está entre as minhas cinco delícias preferidas da Comfort Food – aquela comida que faz a gente se sentir bem porque remete às memórias de infância e aos pratos preparados pela mãe.

Ao lado do bife a milanesa, purê de batata, bolinho de chuva e sopa de fubá, o pudim está entre as refeições que sempre vão me levar aos anos escolares de tardes de chuva, lição de casa e comilança.

Esta semana, a Revista Paladar vai divulgar o Melhor Pudim de São Paulo, eleito por voto popular. São 34 candidatos, bares e restaurantes dos mais variados estilos, concorrendo ao troféu. A lista de estabelecimentos está lá no site.  

Alguns lugares eu conheço (têm pudins muito bons), outros nunca fui (por falta de oportunidade ou vontade), mas uma coisa é certa: concorrentes de peso estão ausentes. Aliás, o maravilhoso pudim do Café Girondino nem sequer foi citado na lista. Vai ver, é  hours concours – uma espécie de *Clóvis Bornay da pudinzice, sei lá…


O pudim do Café Girondino vale não só pela textura cremosa, o sabor espetacular, o chantily levíssimo e a calda saborosa. Pedir um pudim no restaurante é se dignar a ir ao centro velho de São Paulo, tão pouco frequentado pelos “formadores de opinião” e vips da cidade; sentar no endereço centenário e descobrir que existe vida gastronômica além dos Jardins, Higienópolis e Itaim. 
 
Como toda boa Comfort Food, o tema pudim traz lembranças. No meu caso, do verdadeiro melhor pudim do Brasil que já comi. O doce era feito pela Tia Esperança, na verdade tia do meu ex-marido nascida em Portugal.

A sobremesa dela era famosa na família, esperada como Papai Noel no Natal e com receita secreta, nunca escrita em papel. 

Tentei diversas vezes pegar a receita daquele pudim; ela, esperta, desconversava. Nunca obtive a fórmula completa: algumas vezes ela dizia que botava mais leite de vaca do que leite condensado; noutras, chegou a afirmar que botava um pouquinho de suco de laranja para quebrar o doce.

O que mais me intrigava era a textura: nada de pudim furadinho; o doce era cremoso, mas firme. E a altura? Acostumada a ver aqueles pudins tradicionais de padaria ou mesmo os que fazia em casa, ficava maravilhada com o pudim da Esperança. Tinha o dobro de altura, com a calda que penetrava no topo e deixava o doce de duas cores – clarinho na parte baixa e caramelado em cima.    

Já faz alguns anos que Tia Esperança faleceu e levou pra sempre a receita com ela. Mas ainda dá pra sentir, agora mesmo, aquele doce na boca e lembrar os olhinhos felizes que ela fazia a cada colherada que as pessoas davam e balançavam a cabeça, dizendo mentalmente: “ESTE é o melhor pudim que já comi, com certeza”… 
 
*Clóvis Bornay era um carnavalesco brasileiro que ganhava todos os prêmios nos bailes de gala do Rio de Janeiro. Virou Hours Concours… 

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Fotos: Reprodução 
  

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21 de novembro de 2012
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Pedra Bonita

Pequena, aconchegante e cheia de trilhas, cachoeiras e gente bacana e preocupada com alimentação saudável e orgânica. Esta é Gonçalves, cidade no sul de Minas que virou ponto de encontro dos amantes de ecoturismo e da melhor comida mineira que comi desde que visitei minha tia Onofra, que mora em Passos (MG).



Trilha para Pedra Bonita – Gonçalves (MG)
Galera animada na metade do caminho da montanha

Com altitudes que vão de 960 a 2100 metros, Gonça (para os íntimos) oferece passeios como a trilha até a Pedra Bonita. O percurso dura em média cinco horas (ida e volta), tem trechos puxados de pirambeira, mas compensa pela vista exuberante de 360 graus do ponto mais alto do estado mineiro. Lá de cima dá pra ver o Vale do Paraíba, as montanhas verdes do Sul de Minas e até a Serra do Mar. 


No topo da montanha, a 2.120 metros de altitude. Ufa!

Do alto dos meus 40 anos e preparo físico de academia consegui subir sem problemas, mas respirando forte e suando muito. Mas digo que a trilha é puxada e não é indicada para pessoas muito idosas ou que tenham algum tipo de doença, como pressão alta ou cardiopatias. 

Do nosso grupo, 15 conseguiram subir e 3 desistiram no caminho. Para fazer a trilha é necessário contratar guia na Tribo da Montanha, agência de ecoturismo da cidade (Preço: R$ 55 por pessoa).


Descanso no topo da montanha mais alta de Minas


Outro passeio imperdível em Gonçalves é o bóia-cross. Eu fiz no Rio Capivari, que ainda está um pouco baixo (Preço: R$ 60). A época de cheia mesmo vai de janeiro a março. Aí, segundo o guia da Tribo da Montanha, tem gente que pede pra sair, literalmente. De medo.



É divertidíssimo, mas prepare-se para se molhar com água beeemmmm fria que desce das montanhas. Ou até virar a bóia no meio da corredeira. Mas a adrenalina compensa e esquenta a alma!


Olha a felicidade ( não tinha me molhado, ainda)

Tem ainda um monte de cachoeira pra banho ou apenas para sentar e admirar a paisagem: Cachoeira do Cruzeiro, do Retiro, das Andorinhas, Sete Quedas, do Simão. A maioria dá pra ir de carro até um trecho e depois seguir por uma trilha a pé. 

E tanta andança dá uma fome…

Gonçalves também é reconhecida pela ótima qualidade gastronômica dos restaurantes. O da Vilma é imperdível, com seu porco feito na lata, à moda tradicional mineira.

A comida fica no fogão à lenha e você pode comer à vontade, pagando apenas R$ 20. Quando fui tinha tutu, angu de fubá, porco na lata, carne de panela, arroz e feijão, saladas colhidas no quintal, frango caipira…e sobremesas. Doce de leite com queijo e doce de abóbora  com cal. E cafezim coado…

Outro restaurante muito bom é o Nó de Pinho, que fica em um hotel. Lá comi uma truta fresca com crosta de amêndoas crocantes acompanhada de risoto de pinhão de lamber os beiços. As massas, todas artesanais, também são muito saborosas. De sobremesa, brownie com sorvete. Básico e delicioso.

A cidade ainda oferece aos sábados uma feirinha de orgânicos com preços bem razoáveis. Lá comprei mel de assa-peixe, pão integral, castanha do Pará orgânica e berinjela no azeite.

Na volta, passei no alambique da estrada para levar a tradicional pinga de Gonçalves. Optei pela branca, a curtida no carvalho e uma de banana que é quase um licorzinho. Ah, a 8 km de Gonçalves tem ainda um queijo maravilhoso por apenas R$5 a peça. Bom demais, sô…   

Dicas úteis:
-Leve dinheiro e cheque. Muitas pousadas, lojas e restaurantes não aceitam cartões.
-Leve blusa. Faz frio à noite. No inverno, a temperatura chega a cair abaixo de zero.
-Vá de calça na trilha. O mato machuca as pernas.
-Esqueça a dieta. Você come, come,come e emagrece de tanto andar.
-Tome a verdadeira sauna finlandesa no espaço Kalevala. R$ 15 para visitantes
-Converse muito. Mineiro adora uma prosa.
-Gonçalves tem pousadas e hotéis para todos os bolsos e gostos. Eu fiquei na Vila Khepri (diária de R$ 150 no feriado para duas pessoas)  

Serviço:
www.goncalves.mg.gov.br
http://www.tribodamontanha.com.br
http://www.kalevalabrasil.com.br/
http://www.hospedariavilakhepri.com.br


Fotos: Andrea Martins
Magnos Borges/Reprodução
Luciana Marin/Reprodução   

   

 

     

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15 de novembro de 2012
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Como seria um show histórico com Cazuza, Tim Maia, Cássia Eller, Adoniran, Raul, Clara Nunes e Bezerra da Silva?

    Foto do lançamento do CD Exagerado (1986)


Quem acompanhou a cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Londres pela TV pode se emocionar com Fred Mercury comandando a plateia, com seus trinados e agudos fantásticos, 20 anos após sua morte.

Graças à tecnologia, o lendário vocalista do Queen foi recriado virtualmente, com a aparência do cultuado show Live Aid, que aconteceu em 1985, no Estádio de Wembley.

Assim como Mercury, que também morreu em decorrência da Aids, nosso Cazuza, morto em 1992, vai voltar – para alegria de fãs, que como eu, nunca puderam ver ao vivo um show do cantor e compositor símbolo da rebeldia desbundada da juventude brasileira nos anos 80. 

Cazuza vai voltar como Fred, em forma de holograma. O primeiro show acontece em 04 de abril de 2013, quando o cantor completaria 55 anos.

A tecnologia para “ressuscitar” o cantor de Ideologia e Codinome Beija-Flor será baseada em fotos e vídeos de arquivo de Cazuza, da década de 80 (quando ainda não estava com a aparência debilitada pela doença).

Um rosto em 3D será modelado virtualmente. Um ator-dublê imitará a expressão corporal do cantor, técnica usada no desenvolvimento de videogames.

Depois é só juntar cabeça e corpo e projetar as imagens em uma superfície espelhada no chão, que será refletida em uma “parede invisível” no palco.

Imperdível!

O projeto custa caro: de 20 a 40 mil dólares por minuto (serão 20 minutos de Cazuza holográfico no show).

Tim, Raul, Clara, Cartola, Bezerra, Adoniran, Cássia:

 todos juntos  

Vamos combinar que poderiam ressuscitar uma série de astros que se foram: Tim Maia, Raul Seixas, Clara Nunes, Cartola, Adoniran Barbosa, Cássia Eller, Bezerra da Silva…a lista é interminável.

Já dá até para imaginar o show: Cazuza canta O Mundo é um Moinho. Cartola, acompanha baixinho o samba, batendo em uma caixinha de fósforo e aprovando a interpretação do moleque. “Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve”, encerra Cazuza, como sempre dizia do mestre do samba. Aplausos.


Cazuza pede silêncio e chama Cássia Eller, que já chega tocando guitarra e alucinando com o amigo. Tocam e cantam juntos “Malandragem”, levantando a plateia. “…dirijo meu carro, tomo meu pileque, e ainda tenho tempo pra cantar…pra cantaaaaar…”

Ovacionados! Se beijam no palco. De língua!


Depois é a vez do malandro Bezerra cantar e avisar que “pra fazer a cabeça tem hora”! Gritos.


Adoniran entra com Clara, linda de branco, cabelo crespo e batom vermelho. “Iracema, meu grande amor, foi embora…” Metade chora, a outra metade ri! Ninguém está acreditando no que vê. 




O síndico desta vez não falta e fecha o espetáculo com Vale Tudo ineditamente acompanhado de Raulzito. É o vozeirão de Tim …”Valeeeee…valee tudooo…só não vale dançar homem com homem…e nem…mulher com mulher”. E Raul: “Ô se valeeee…”.

E já emenda: “Duas aranhas, duas aranhas, vem cá mulher deixa de manhã, minha cobra quer comer tua aranha. É o rock das aranhas…é o rock das aranhas…” Plateia enlouquecida não arreda o pé do estádio. “Mais um, mais um…”

Show do ano, da década….Quem viu, viu, meu amigo…



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Fotos: Reprodução
    

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