19 de abril de 2012
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A grosso modo, dá pra dizer que o Brasil se divide em dois tipos de pessoas: os que gostam de Roberto Carlos e assumem e os que escondem a preferência – por vergonha de parecer brega, antiquado ou romântico demais. Claro que estou falando das pessoas com mais de 35 anos, que sabem a importância que o artista teve e tem para os relacionamentos amorosos.

No primeiro grupo (dos que gostam e assumem) todo mundo tem uma história que em algum momento teve uma trilha  do Rei. A discografia de RC é extensa e serve pra qualquer ocasião relacionada ao tema Amor. Um encontro ou despedida, começo ou final de relacionamento, entrega ou abandono, pedido de casamento ou de divórcio, confissão de amor ou traição, sexo ou cafuné, alegria ou dor, tudo está ali descrito em letra e melodia.

Já os membros do segundo grupo (que escondem que, no fundinho, gostam do Robertão) também foram tocados, em algum mísero momento destes mais de 50 anos de carreira do artista, por alguma canção, verso ou palavra. Palavra, isso mesmo, uma única palavra ganha um significado gigantesco quando cantada por Roberto Carlos. Detalhes, por exemplo. O nome da música é um tratado à dor de corno e à vaidade que todo mundo já viveu algum dia. Xico Sá que o diga na sua crônica de hoje.

Já vi muita gente chique e cool se acabar em lágrimas em um show do cantor sem mais nem menos – o que será que a canção daquele momento fez aflorar? Sem contar as releituras e regravações de dezenas de músicas que nas vozes de outros artistas podem até ganhar um ar mais descolado, mas sempre num tom abaixo da maestria do original.

O inimitável

Hoje, ao completar 71 anos de idade, Roberto Carlos está mais atual do que nunca. Lançou Blue-ray em 3D, vende no iTunes, faz turnê internacional. Mais parece um rapazinho, cheio de gás e vontade de viver. Nascido no Dia do Índio, conquistou várias tribos: dos israelenses no show de Jerusalém a Marcelo Jeneci, que fez um lindo tributo ao mês de aniversário do Rei  na Comedoria do Sesc Belenzinho na última sexta-feira. O jovem cantor trouxe um repertório pouco usual, como a linda canção Rotina, e clássicos como Detalhes, no vídeo abaixo.

RC, aos 71 anos, sempre eterno.  Parabéns, Rei!

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