8 de fevereiro de 2012
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Li a frase do título no Facebook: Wando pereceu -todas as calcinhas hasteadas a meio pau! 

Há tempos não via uma comoção tão grande pela morte de um artista. Diversos amigos jornalistas correram para postar nas redes sociais suas fotos ao lado do cantor. Sempre acessível, Wando adorava dar entrevistas! Reportagens com o artista sempre rolaram nos lugares onde trabalhei: do programa Boa Noite Brasil na Band ( no quadro “Leão em Sua Casa”), passando pela Record (quadro “Antes da Fama” no Hoje em Dia) e até no Meio&Mensagem (na Coluna Sapo de Fora). Não me lembro de Wando se recusar a falar com um repórter.

Garoto-propaganda de si mesmo, foi mestre em criar um estilo único. Jogar calcinhas na plateia virou seu símbolo máximo. De volta, as fãs jogavam as próprias peças para o cantor. Dizem que tinha um quarto cheio delas, uma espécie de bunker do fetiche!

Antes de ser cantor, foi engraxate e feirante. Das barracas de feira trouxe a lábia que convencia público e empresas. Em 2008, por exemplo, Wando foi a voz da rede varejista Eskala. Venderam 3 MILHÕES de calcinhas do estoque ao som de “Fogo e Paixão”.

Considerado cult por uns e brega por muitos, Wando viveu uma vida de prazeres, cantou na noite e não era adepto das academias. Mineiro romântico com alma carioca, morreu hoje aos 66 anos. Do coração. Não poderia ser diferente…

 

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