3 de fevereiro de 2012
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Apesar da genética negra, da pele morena e da nacionalidade brasileira, eu não sei sambar! Como diz um amigo: “Pronto, falei. Tô leve!”

Quando digo sambar me refiro a manter o mínimo de coordenação entre pés, mãos, quadril e cabeça, acompanhando o ritmo do pandeiro ou da cuíca. Me envergonho de não saber requebrar como as passistas negras do morro ou as loirinhas cheias de malemolência dos ensaios da Rosas de Ouro.

Já tentei de tudo: ensaiar no banheiro na frente do espelho, imitar as pessoas nas rodas de samba, acompanhar os vídeos do YouTube do Carlinhos de Jesus – isto está na minha lista de dez coisas mais ridículas que já fiz na vida ( dá uma olhada no vídeo: o cara ensina tudo de maneira TÃO simples, mas é TÃO complicado, que no final quase caí) .

Mas mesmo com todas esta falta de samba no pé, adoro Carnaval. E depois de duas ou três cervejinhas, danço pra valer, mesmo decepcionando quem acreditava que eu era a Rainha do Samba.

Com todo atrevimento que me é peculiar, participei com uns amigos da criação de um bloco de Carnaval: o bloco do Paralelepípedo. O nome exótico e de difícil pronúncia e rima nasceu do calçamento antigo de algumas ruas tranquilas do bairro de Pinheiros, patrimônio histórico da cidade de São Paulo. A ideia é manter o mesmo o ar nostálgico das antigas marchinhas, das colombinas e pierrôs de antigamente.

O bloco sai neste sábado, dia 04 de fevereiro, a partir das 15 horas. A concentração é no Bar do Bigode, na Rua Simão Alvares, 295. Convidei amigos e a família. Vai ser dia de mostrar a falta de samba no pé, mas os dedinhos pra cima e a alegria já estão garantidos.

Quem sabe não aprendo, aos 40, a arte de “pisar miudinho, bem devagarinho, no ritmo do samba”? 

Estandarte do Bloco do Paralelepípedo

Bjos da Chabuca

     
 

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