31 de janeiro de 2012
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Nos últimos dois ou três anos, muitas amigas resolveram engravidar. A maioria, assim como eu, na casa dos 40 anos. Estão todas felizes da vida, curtindo a fase “mamadeiras-fraldas-pediatra”. Orgulhosas, como todas as mães devem ser, dos seus filhotes e de suas descobertas -os primeiros passos, palavras, rabiscos.

Eu, por outro lado, vivo uma fase solitária de mãe de adolescente. Precoce, tive filho quando todas as amigas estavam nas baladas, nas viagens, nos namoros sem compromisso. Agora, com um filho adolescente prester a completar 15 anos, vivo a Síndrome do Ninho Vazio* aos 40. Pra piorar, sem ter com quem dividir uma angústia ou dúvida sequer desta nova fase.

A novidade da semana ganhou o nome de “Intercâmbio”. Meu filho quer estudar fora no ano que vem e veio me contar, feliz da vida, as conversas com o pai. Meu coração gelou, mas fiz cara de “Ok, muito legal”. A segunda quase parada-cardíaca veio com as sugestões de países/cidades: Londres (ok, Europa 10 horas de avião) ou NOVA ZELÂNDIA (foi isso mesmo que ouvi?)      

Pelo que entendo de Geografia, Nova Zelândia é aquele país da Oceania, perto(?) da Austrália e que tem mais carneiros do que gente. Parece até que os gases (argh)  produzidos pelos bichos estavam furando a camada de ozônio  na região rsss. Já pensou quanto protetor solar meu filho teria de usar por conta dos carneiros peidorrentos? Divagações de uma mãe deseperada!

Não é um carneiro, mas vale pela representação de Global Warming

Argumentei, com toda lábia possível para um teen, que o must agora são os Estados Unidos! “Melhor ensino do mundo, Disney, praias, Nova York, videogames a preço de banana, blá blá blá”. Sem contar a distância ( 8 horas de voo SP- praias de Miami). Apelei para o sentimentalismo barato: “Sua avó não vai encarar 2 dias de avião pra te visitar. Já para os Estados Unidos…”  

Parece que ele se convenceu.

O fato é que fazer intercâmbio, morar e estudar em outro país sempre foram sonhos que quis pra mim. Nada mais justo que eu permita (e incentive)  que meu filho tenha os mesmos desejos. Nem que pra isso o ninho fique vazio da presença dele, mas cheio da felicidade do sonho realizado.

E que mãe não quer ver o filho feliz?

Beijos da Chabuca

Síndrome do Ninho Vazio*: sentimento que acomete as mães despois de anos de dedicação aos filhos, até o dia que eles resolvem cair no mundo. Muita vezes, eles chegam a ficar deprimidas com a ausência da prole e a falta de objetivo na vida.

       

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