23 de janeiro de 2012
Sem categoria

Nos últimos meses não tenho tido sorte com o celular. Comprei um iPhone nos EUA que deu pau e praticamente implodiu. Optei, temporariamente, por um chinesinho barato, com “tlês chips” como disse a vendedora, até ter tempo e grana para comprar outro aparelho. Quatro meses após a compra do Made in China, a qualidade (ou falta dela) do aparelho me obrigou a procurar uma loja da Oi, até então minha operadora, para comprar outro celular.

Na sexta-feira, aproveitei o horário do almoço e fui ao Shopping Villa Lobos procurar um novo iPhone. Fui muito bem atendida na loja da Oi, mas eles não tinham o celular para vender naquele momento. Peguei todas as informações sobre planos, pacotes e pagamentos com o atendente e reservei meu aparelho para ser retirado no sábado. Deixei meu telefone para que me avisassem – e, prevenida, peguei o contato do vendedor para ligar no sábado antes de encarar um shopping cheio no final de semana. Não me ligaram…

Sabadão, muito chuva, resolvi ligar à tarde para o atendente Murilo para confirmar se o aparelho estava lá para ser retirado. “Claro. Pode vir buscar”, foi a educada resposta. Disse que passaria em meia hora. Transcorrido este tempo, estava eu lá, cartão de crédito a postos, toda feliz para pegar  meu novo aparelho.

A alegria durou pouco: foi só pisar na loja para que o horizonte negro da tarde chuvosa fincasse pé na relação empresa-consumidor. Para começar, fui atendida por outra vendedora, que simplesmente me passou que o valor do plano que o atendente anterior havia me passado tinha mudado. Para cima, claro!

Eu disse que queria o valor que tinha sido me passado no dia anterior. Ela resolveu chamar o gerente Rodrigo,  que disse que venderia o iPhone para mim como uma exceção, já que tinha uma lista de 13 clientes na minha frente.

Pelo tom da voz, parecia que ele estava me dando o aparelho de presente, e não que eu teria e pagar 12 parcelas de mais de R$ 160 no meu cartão de crédito. Mantendo o discurso de que eu era uma “exceção”, a vendedora consultou minha conta e disse que eu era PENDENTE e que eu teria de esperar a OI entrar em contato comigo por telefone para saber porque eu queria adquirir outra linha ( eu tinha um plano familiar, com duas linhas). Questionei o que era pendente…”Falta de pagamento? Mas minha conta é em débito automático”, expliquei.

Aproveitei pra lembrar que estava sem telefone (lembra do chinesinho quebrado?) e que não teria como a OI entrar em contato comigo. Eles disseram que , INFELIZMENTE, não poderiam fazer nada e que não me venderiam o aparelho. Fiquei muito brava pelo fato de que eu liguei antes, para confirmar, fui até lá À TOA e saí SEM CELULAR.

Resolvi cancelar minha conta, mas nem isto eles fizeram (claro). Eu teria de ligar de um telefone fixo ( o da loja, coincidentemente, não faz ligação segundo eles) ou de um celular Oi (o celular do meu namorado, da Vivo, não podia fazer a ligação para cancelamento).

Saí arrasada da loja (até chorei de nervoso). Arrasada com o tratamento e falta de consideração da operadora. Arrasada por perder minha tarde de sábado com um assunto sacal e por continuar sem celular.

Entrei na Claro (o atendente percebeu que eu estava arrasada e me deu uma colher de chá: me colocou pra falar com o gerente na hora) e fiz a portabilidade. Vou pagar uma conta mais cara, mas pelo menos “ganhei” um smartphone (mesmo que pra isso tenha de ficar fidelizada por  um ano à operadora. Fazer o quê…). Não é o iPhone que eu queria, mas o aparelho é bem bacana e estou adorando conhecer o sistema Android…

Sei que numa base de mais de 200 milhões de celulares, deve importar muito pouco para a operadora Oi perder um cliente. Na verdade dois, porque cancelarei a linha do meu filho também. Com a portabilidade, que migra na quarta-feira para a Claro, infelizmente terei de ligar para a minha antiga operadora para cancelar as minhas linhas. A previsão é de mais nuvens negras no céu desta relação…

Vale lembrar as 10 regras de como não tratar um consumidor…

10 REGRAS DE COMO NÃO TRATAR O CONSUMIDOR:
-Não enganar.
-Não fazer de trouxa.
-Não passar um preço num dia e outro no outro.
-Não fazer nada como um falso “favor”
-Não dar informação errada só pra vender.
-Não tratar o consumidor como uma senha ou número
-Não dar de ombros para o problema do consumidor
-Não achar normal que o consumidor abandone a sua marca
-Não ser irônico ou sarcástico com o consumidor

e, principalmente,

– Não tratar mal o consumidor

  
  

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