16 de janeiro de 2012
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Todo mundo sabe a ordem natural da vida: vão-se os avós, depois os pais e ficam os filhos, que vão depois que têm seus filhos. E assim caminha a humanidade. Simples assim. Ponto! Sabemos que nossos pais devem morrer antes da gente e temos de aceitar a ordem dos fatos. Mas quem disse que é fácil?

Hoje, faz dois anos que perdi meu pai. E todo dia, pelo menos uma vez ao dia, me lembro dele. E não quero que seja diferente. E quanto mais o tempo passa, mais a saudade aumenta. E também não quero que seja diferente.

Quero, todo dia, me lembrar de uma história, um almoço, uma piada, um bronca até. Lembrar de quanto ele tinha orgulho de mim, menina ou mulher. Orgulho da filha ser forte e inteligente, cheia de amigos, divertida e bem humorada, orgulho do meu gênio ruim e da escolha da minha profissão. Orgulho das minhas viagens e aventuras, da coragem de chutar os baldes que chutei, orgulho das andanças e dos momentos de calma.
 
O dia hoje me trouxe um aperto no peito e umas lágrimas nos olhos. Não pude ir ao cemitério levar umas flores, mas escrevi este texto como uma homenagem simples, como os presentinhos da pré-escola, feitos de macarrão, tinta guache e massinha…

Para  os pais seremos sempre meninas, mesmo aos 40…

Bj da Chabuca

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