14 de novembro de 2011
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Quem frequentou as baladas dos anos 80 sabe o furor uterino que os primeiros acordes dos hits do Duran Duran causavam nas teenagers. Pra começar, todo mundo dançava músicas que tinham LETRA – e rolava uma certa dublagem-encenação dos video clipes mais famosos na pista de dança. Casas como Latitude 2001, Up and Down, Roof, QG e Shampoo sacudiam ao som de A View to a Kill, trilha do menos charmoso dos 007, Roger Moore.

Entrava Notorius ( No, no , notorius…pam-pam-pam…notorius!notorius!) e a gritaria se instalava. Impossível ficar parado! Hungry like the Wolf? Delicioso, fantástico, espetacular! Sem contar que os integrantes do grupo eram os “bonitinhos do rock”, o Fab Five da década perdida, eram estilosos e tinham cortes de cabelo modernos (pra época). Ditavam moda e tinham uma legião de fãs adolescentes enlouquecidas,  com seus pôsteres no quarto ou no encarte duplo da revista Capricho.

Reprodução revista Rolling Stone

Pois bem, décadas depois de ter sacudido os quadris, pernas e braços ao som de Duran Duran, pude ver de perto a performance ao vivo dos jovens senhores no palco Energia do SWU. Mas antes de contar o que foi o espetáculo da banda britânica, uma rápida consideração sobre a segunda noite do festival de sustentabilidade. Cheguei no meio do show do Ultraje a Rigor, sem saber que o pau já tinha comido no palco ( saiba mais aqui). Como ganhei um convite vip de uma amiga bem relacionada, pude  acompanhar os shows do camarote sem correr o risco de me molhar ( a chuva tinha castigado os acampantes na tarde do domingo). Como a sorte ou a força do Cacique Cobra Coral me protegem ( se não conhece o cacique, busque no Google e se surpreenda com o poder xamânico da entidade) não precisei vestir minha capa de chuva comprada por R$5 na estrada para acompanhar os shows.

Minhas amigas, que eram adolescentes na década de 80, mantiveram a paixão teen pelo grupo e  resolveram não arredar o pé da frente do palco, para verem de perto as gotículas de suor na testa de Simon Le Bon. Eu optei pelo chopp gelado e canapés da área Vip, com vista geral do palco. Marcado para 19:35, o show do Duran Duran teve de esperar a apresentação de Chris Cornell, que de viola em punho e sem a banda Soundgarden, fez uma espécie de show de barzinho – só que o púiblico não teve a vantagem de “estar no barzinho”, ou seja, com bebidinha gelada, sentadinho e batendo um papo descontraído. Agradeci ter optado pelo lounge e o choppinho gelado.

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Fim da apresentação de Mister Cornell (ufa) e sua viola chegou a tão esperada hora, mais de 90 minutos de atraso e 20 anos depois das baladinhas da Up&Down, de ver de perto os cinco lindos (?!) do Duran Duran. O tempo, cruel para todos , famosos ou anônimos, fez seus estragos na silhueta e perfil de Mr. Le Bon, mas não tirou o carisma e talento do vocalista. Simpático, ele desceu do palco duas vezes para interagir com os fãs. Foi ovacionado.

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De longe dava para ver que o miolo em frente ao palco, formado por uma legião de trintões e quarentões animados, se destacava do resto do público, que curtia o show do DD de maneira mais contida. Vi um ou outro adolescente de braços cruzados, uma leva grande andando de lá pra cá ( quem sabe procurando o show da banda Hole, da sra. Kurt Cobain -dizem que Courtney Love até mostrou os seios. Ainda bem que perdi a cena tão “rock in roll”). Mas o núcleo duro dos fãs eternos do Duran Duran não arredou o pé da frente do palco. Os fãs confirmaram que a banda continua boa , divertida, fazendo som bom e divertindo a galera. Como já fazia há mais de 25 anos.

Fim de show, 10 minutos dando uma olhada no show chatéssimo de Peter Gabriel, hora de pegar a estrada e deixar pra lá as guitarras do Lynyrd Skynyrd: eu e minhas amigas fomos mesmo pra ver o Duran Duran. Afinal, os maridos e filhos esperavam em casa as “adolescentes” de quarenta anos cansadas e felizes, mas que aposentaram há muito tempo os pôsteres nas paredes do quartos, o encarte duplo da revista, as ombreiras e topetes. Nostalgia, como tudo, tem limite. Bjos da Chabuca.

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