25 de outubro de 2011
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“Não se nasce mulher: torna-se”. A frase, uma das centenas da peça “Viver sem Tempos Mortos” , com Fernanda Montenegro interpretando a filósofa e feminista Simone de Beauvoir, ficou o final de semana todo martelando na minha cabeça .

No contexto do monólogo*, claro, o feminismo e o existencialismo da escritora dão a tônica. É conteúdo do livro O Segundo Sexo, uma revolução pra condição feminina no pós-guerra. Diz que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura.

Bem, mas não foi isso que ficou martelando na minha cabeça durante o final de semana…

Fiquei pensando quando uma mulher sente que se tornou mulher de verdade, com M maiúsculo.

Quando menstrua pela primeira vez?
Quando tem a primeira relação sexual?
Engravida:?
Dá a luz?
Amamenta?
Casa?
Ama?

Difícil definir porque pra cada uma há um momento especial, um turning point de feminilidade que é diferente para cada tipo de mulher.

Como cada uma constrói seu templo, como cada uma se torna mulher dando importância para um fator (ou vários) nesta construção são aspectos muito pessoais.     

Pra mim, por exemplo, cada uma das fases descritas acima foi um tijolinho pra contruir meu templo feminino. E estar prestes a fazer 40 anos é a argamassa desta construção…

Que cada uma pense nos seus aspectos individuais . E fecho meu post com outra frase de Simone de Beauvoir que me tocou: “Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca”.
Beijos da Chabuca.

*A peça está em cartaz no teatro Raul Cortez, em São Paulo.

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